No ritmo da dança do Pipiripau

iG Minas Gerais | Da redação |

Presépio mais famoso da cidade tem história contada em espetáculo
Paulo Lacerda/divulgação
Presépio mais famoso da cidade tem história contada em espetáculo

Mineiro de Matozinhos, Raimundo Machado mudou-se para Belo Horizonte ainda criança. O menino da “terra do Pipiripau”, que hoje compreende os bairros Horto, Sagrada Família, Floresta e Santa Tereza, cresceu, casou e teve nove filhos. Uma história que poderia ser como outra qualquer se não fosse pelo fato dele ter criado o presépio mais tradicional da cidade, em 1906, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A trajetória do artista, que se mistura às memórias de Belo Horizonte, é tema da apresentação “Pipiripau – O Presépio de Todos Nós” de domingo (14) a terça (16), no Palácio das Artes.

Dando vida, ou melhor, dança ao presépio, o espetáculo é inspirado nas 586 figuras móveis distribuídas em 45 cenas, que ao longo de 80 anos ocuparam o coração de Raimundo. Misturando a história do próprio artesão à de Jesus, a montagem, apresentada pelo Centro de Formação Artística (Cefar) da Fundação Clóvis Salgado, reúne um elenco de mais de 200 artistas, entre professores, técnicos e alunos.   Em sua sexta edição, a montagem completa este ano 14 anos de história com o mesmo cuidado que a obra original. “Mesmo depois de ser apresentada diversas vezes, os valores são eternos. Nós tentamos ser o mais fiel possível à obra. Eu e a Águeda Kállas, que fez a concepção do projeto, visitamos diversas vezes o presépio original, até para entender a complexidade da obra. Tivemos que mergulhar e entender aquele tempo e aquela Belo Horizonte”, relembra Patrícia Avellar Zol, diretora do espetáculo.   Berço de bailarinos que hoje estão em grandes companhias, como o Grupo Corpo e Teatro Guaíra, de Curitiba (PR), a montagem se tornou oportunidade única para artistas de diferentes áreas. Integrando dança, música e teatro, “Pipiripau” terá a participação do Ballet Jovem Palácio das Artes e de atores convidados. “O objetivo do Cefar é proporcionar que um único complexo cultural possa oferecer e transitar por todas as áreas. O próprio Pipiripau é um pouco disso, porque dá a oportunidade dos alunos criarem diferentes experiências. A trilha sonora do espetáculo foi composta por eles”, conta Patrícia.    Cinema Quem está com saudade de visitar o presépio original, fechado desde 2012 para restauração, poderá assistir o documentário “Pipiripau – O Mundo de Raimundo” em sessões comentadas no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.   O longa será apresentado, durante todo mês, com visitas guiadas, após as sessões, às peças restauradas. A programação completa está disponível no site www.mhnjb.ufmg.br   Pipiripau – O Presépio de Todos Nós Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Domingo (14), às 20h; segunda (15) e terça (16), às 15h e 20h. R$ 10 (inteira).

 

 

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