Noite de ‘pedradas’

iG Minas Gerais | Bárbara França |

Jimmy London e companhia trazem muito peso a BH
Divulgação
Jimmy London e companhia trazem muito peso a BH

Matanza passa praticamente o ano todo realizando turnês pelos mais distantes confins do Brasil, toca em todo tipo de espaço, seja grande, pequeno, bem equipado ou bem razoável, além de participar de programas de TV, gravar discos, lançar cerveja... Por que a banda de rock carioca ainda resolve se meter em organização de festival de música? “Porque somos uns babacas!”, justifica o vocalista Jimmy London, em meio a gargalhadas. 

O trabalhão que dá convocar os músicos, mexer com cachê, escolher os locais mais adequados para shows, lidar com todo aparato de som e luz e ainda excursionar com isso tudo explica a resposta do líder do Matanza. Mas a alegria de oferecer aos fãs uma noite de puro rock, hardcore e metal, com nomes importantes do estilo, tradicionais ou recentes, segundo ele, vale todo o esforço.    Vale tanto que o Matanza Fest chega à sua terceira edição desembarcando em Belo Horizonte no próximo sábado (20) com a promessa de “muita bagunça e destruição”, nas palavras do vocalista. Mas tudo no bom sentido. De acordo com Jimmy, que também já fez as vezes de apresentador, jogador de futebol no extinto programa “Rock Gol da MTV” e mestre cervejeiro, a bagunça do festival é organizada, uma vez que a ideia surgiu justamente para fazer um evento que corrigisse aquilo que ele, China, Jonas e Maurício viam de errado nos palcos país afora.    “A gente vive na estrada. Vimos muita coisa legal e outras nem tão legais, então queríamos oferecer aquilo que deveria ser uma noite de rock, tanto com relação à estrutura, ao line-up e aos preços, para os fãs e para os músicos”, comenta Jimmy, e emenda: “aqui, toda banda é headliner!”. E, em BH, além do Matanza, o público vai ver e ouvir as “pedradas” da belo-horizontina Pense HC e das cariocas Diabo Verde e Confronto.    “Não temos critérios definidos para escalar as bandas, mas a música tem que ser boa, consistente e, de alguma maneira, relevante. Mas a banda também tem que ser profissional, certinha, por exemplo, com horário”, acrescenta.   Afinal, segundo Jimmy, embora quebrando tudo no palco, o Matanza é bem atento às exigências, ainda mais quando o tal público é da cidade que deu origem ao Sepultura e é conhecida pela quantidade de bares, duas paixões do cantor. “Tocar em Beagá é sempre bom, há um calor absurdo da plateia”, define o “gigante irlandês”, com sua delicadeza característica.   Surpresas  Então, como os donos do festival não podem fazer feio, eles prepararam para essa edição algo bem especial. O primeiro disco da banda, “Santa Madre Cassino”, lançado em 2001, vai ser reproduzido na íntegra, respeitando inclusive a ordem das faixas e contando com o guitarrista cofundador, Donida, que hoje ajuda a compor canções, mas sem subir ao palco.   “Era uma ideia que estávamos cogitando há tempos. Sempre tivemos vontade de convidar o Donida para fazer alguma coisa nesse sentido e a gente está se divertindo muito! Estamos tocando músicas que nunca apresentamos ao vivo. É uma loucura!”.   A parceria com o velho amigo, aliás, continuará nos estúdios. Previsto para ser lançado ano que vem, pela primeira vez um novo disco de inéditas do Matanza contará com duas guitarras. “Não posso adiantar mais coisa nenhuma, mas as canções são histórias de terror, a gente trabalha com temas sinistros. Só posso dizer que o disco que não vai dar bons sonhos para as pessoas”   Matanza Fest Music Hall BH (Av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia, 3209-8686). Sábado (20), às 20h. R$ 60 (inteira, pista promo, 2º lote), R$ 80 (inteira, camarote promo, 1º lote).

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