BH mostra bons índices esportivos dentro de escolas

Pesquisa foi realizada em 10 cidades pela ONG Atletas pelo Brasil, que é presidida por Ana Moser

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Ex-atletas estiveram presentes no lançamento do primeiro relatório da ONG
MARCOS MESQUITA
Ex-atletas estiveram presentes no lançamento do primeiro relatório da ONG

Uma pesquisa inédita feita em 10 cidades-sede da Copa do Mundo (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Distrito Federal, Cuiabá, Manaus e Rio de Janeiro), pela ONG Atletas pelo Brasil, apontou bons índices de Belo Horizonte no que se refere à atividade física e esporte nas escolas.

Dados como os 98% das escolas de Ensino Fundamental terem ginásio esportivo ou quadra coberta e 100% dos alunos da rede pública municipal terem aula de Educação Física mostram que um bom caminho está sendo traçado para um futuro não muito distante.

O relatório ganhou o nome de Cidades do Esporte e a ONG é presidida por Ana Moser, além de ter Raí como um dos diretores. O documento foi lançado na Semana Internacional do Esporte pela Mudança Social 2014, que aconteceu em São Paulo (SP).

Os dados são positivos, mas se referem a apenas uma pequena parte de todo o relatório. "Este estudo possibilitou um diagnóstico das cidades a partir dos dados coletados. Novas avaliações vão acontecer periodicamente. Cada cidade tem sua característica e contexto próprios, então optamos por não realizar um ranking entre elas", aponta Sílvia Gonçalves, assessora de políticas públicas da ONG.

Antes do relatório, os responsáveis não tinha uma ideia de como era a realidade na cidades. um dos objetivos do programa é melhorar o acesso do esporte para população de uma forma geral.

Paradoxo. Apesar de alguns bons índices de Belo Horizonte, o orçamento para o esporte em 2013 correspondeu a 0,36% do total, valor abaixo da média das demais cidades-sede avaliadas. Além disso, apenas 47% do orçamento previsto para o ano foi cumprido.

O fato dos prefeitos de todas as cidades participantes terem assinado um termo comprometendo-se com as metas pode dar a entender que a promessa não está sendo cumprida em sua plenitude. Sílvia acredita que a situação é relativa.

"O compromisso é com o avanço do esporte e isso, em muitos casos, não acontece de uma hora pra outra. Com o passar do tempo e de novos trabalhos, estaremos cada vez mais próximos das metas. Apenas constamos os números e acredito que muitos fatores pesam para isso", pondera a assessora.

Além da avaliação, o relatório sugerem alguns pontos visando melhorias. "Não estava no escopo dessa pesquisa analisar os orçamentos de outras pastas da gestão. Entretanto, seria interessante ao município entender como o orçamento do esporte e da educação podem atuar juntos, uma vez que os valores reportados para a capacitação de profissionais de Educação Física foram muito baixos", cita o texto.

Entre as cidades apontadas, apenas Manaus e Rio de Janeiro não validaram os dados, que precisam da confirmação das secretarias para serem oficializados. Sem a contribuição destas entidades públicas, o projeto não seria possível.

"As eleições nos atrapalharam um pouco nestes contatos, principalmente nas cidades que mudaram a sua gestão. Esperamos que a situação para os próximos relatórios sejam diferente, torcemos para que elas estejam presentes", projeta Sílvia.