EUA se infiltraram em Cuba

Agência tentou influenciar movimento de hip hop da ilha de Fidel

iG Minas Gerais |


Aldo Rodriguez (à esq.) e Bian Rodriguez  apresentam-se  em Havana
AP
Aldo Rodriguez (à esq.) e Bian Rodriguez apresentam-se em Havana

Havana, Cuba. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, em inglês) se infiltrou secretamente no movimento de hip hop em Cuba por mais de dois anos. Nesse período, vários músicos foram recrutados com o objetivo de formar um grupo de jovens contra o governo dos irmãos Castro. As informações constam em documentos obtidos pela agência de notícias Associated Press.

Para atingir suas pretensões, a Usaid queria usar os músicos cubanos para romper o bloqueio informativo da ilha e criar uma rede de jovens em busca de mudança social. Mas a operação teria sido executada com pouco profissionalismo e acabou fracassando.

Porém, as autoridades cubanas prenderam ou interrogaram pessoas que estiveram envolvidas no programa por pelo menos seis vezes. Foram confiscados computadores e cartões de memória.

O programa acabou prejudicando a ativa comunidade hip hop da ilha, cujas letras populares criticavam abertamente o governo de Cuba. Alguns dos artistas promovidos pela agência saíram do país ou deixaram de se apresentar por pressões do governo.

Além disso, um dos festivais mais populares de música independente da ilha foi interrompido logo após as autoridades descobrirem que o evento estava ligado à Usaid.

Resposta. A Usaid explicou em comunicado que os programas são destinados a “fortalecer a sociedade civil em lugares onde a participação cidadã é oprimida e onde as pessoas são perseguidas, presas, submetidas a lesões físicas ou pior”.

“Qualquer alegação de que o nosso trabalho é secreto ou oculto é simplesmente falsa”, acrescenta a nota.

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