Vereador confina 24 aliados em hotel antes da eleição

Para evitar traições, Wellington Magalhães promove concentração de parlamentar

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |

Wellington Magalhães diz que encontro é para confraternizar
JOAO GODINHO/ O TEMPO
Wellington Magalhães diz que encontro é para confraternizar

Gabinetes e plenário vazios. Telefones congestionados. Assim foi nesta quinta, véspera da eleição para a presidência da Câmara de Belo Horizonte. O clima – um misto de Big Brother e final de campeonato – levou o candidato da base, Wellington Magalhães (PTN), a montar um esquema com concentração em hotel durante a madrugada para blindar as investidas do candidato da oposição, Juninho Paim (PT). Nos bastidores, comenta-se que o petista conquistou votos de última hora.

Diante de uma disputa aberta, Magalhães convocou 24 aliados para passar as últimas horas antes da votação juntos e sob seus olhos. Eles se reuniram nesta quinta, por volta das 21h, em um hotel na Savassi, e de lá sairiam juntos para a sessão de 9h,nesta sexta.

A estratégia, segundo o líder de governo, Preto (DEM), é para fugir das investidas da oposição. Segundo o democrata, a última madrugada entre quarta e quinta-feira já havia sido de muitas articulações. “Isso é para evitar o canto da sereia de madrugada. Vão (o grupo de Paim) procurar os nossos aliados, mas não vão encontrá-los”, revelou Preto.

Magalhães confirmou a convocação e disse que no encontro seria discutida a formação da chapa completa com a distribuição dos nomes para a Mesa Diretora.

O candidato disse que a intenção foi de “confraternizar, jogar baralho e mostrar companheirismo”, mas nos corredores falava-se que foi a forma de coibir traições.

O encontro foi combinado em um grupo do WhatsApp criado há uma semana, que conta com 24 vereadores: “Magalhães Presidente” foi o nome dado a ele.

“Um vigia o outro e os adversários. Se alguém vê o colega conversando com a oposição, fala”, afirmou um dos membros da lista.

Já Juninho Paim não chegou a montar um esquema parecido de vigia, mas passou o dia desta quinta em reuniões e telefonemas. O discurso adotado para “roubar” votos da base foi o de que a imagem da Casa e, consequentemente a reeleição dos vereadores correm risco com a eleição de Magalhães, que até pouco tempo era aliado do atual presidente Léo Burguês (PTdoB), que personifica a crise de imagem da Câmara.

“Trabalhamos sem alarde. Estamos crescendo e chegamos com grandes chances de vitória”, afirmou Paim. Segundo o petista, sua proposta de renovação pode mudar o placar que, até nesta quinta, apontava vitória de Wellington. “Minha proposta é de melhorar a imagem da Casa e ampliar o diálogo com a sociedade”, afirmou.

Conta Conta Véspera. A conta do encontro no hotel organizado por Wellington Magalhães (PTN) seria paga por cada um dos colegas, que podiam levar a família para a confraternização.

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