“Proibir o sangue é tirar o nosso chão”

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

A galinha ao molho pardo é a atração do Maria das Tranças desde a década de 1950
FERNANDA CARVALHO
A galinha ao molho pardo é a atração do Maria das Tranças desde a década de 1950

Em vez de proteger a população dos riscos de contaminação que o sangue poderia trazer, a proibição incentiva a ilegalidade, na opinião de Jefferson Rueda e de Carlos Alberto Dória. “No caso dos alimentos, aumenta os riscos à saúde, pois se perde o controle sobre as formas de abate, acondicionamento e conservação”, diz Dória.

Para Márcia Clementino, faltam informações para donos de estabelecimentos que usam o sangue. Segundo ela, instituições como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deveriam atuar de forma educativa.

“Se no lugar da proibição eles trouxessem conhecimento, dissessem qual a melhor forma de abater, mas de uma forma fundamentada, seria muito melhor para todo mundo. O que é preciso para não contaminar? Se ensinassem isso, poderiam fiscalizar se os estabelecimentos têm feito da forma correta”, diz. “Manter um restaurante que se diz mineiro e não servir a galinha ao molho pardo é ter uma cozinha amputada. Proibir o sangue é tirar o nosso chão”, completa ela. 

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