Prefeitura gasta fortuna para bancar servidores na Câmara

iG Minas Gerais | Da Redação |

Erasmo mantém funcionários com ônus para o município
João Lêus
Erasmo mantém funcionários com ônus para o município

Como se não bastasse o descalabro de tanto “investimento” em uma casa legislativa, a Prefeitura de Betim ainda tem que gastar mais dinheiro para bancar servidores da prefeitura emprestados para a Câmara Municipal e que, de acordo com denúncias que já estão sendo apuradas pelo Ministério Público, nem aparecem para trabalhar.

A reportagem teve acesso a uma lista com pelo menos dez nomes de funcionários de diversas secretarias municipais que estão “emprestados” para gabinetes de seis vereadores e não são vistos com frequência nos locais em que deveriam atuar. Procurada, a direção da Câmara negou a denúncia. De acordo com estimativas feitas por funcionários da Câmara, que pediram para não ser identificados, os “empréstimos de servidores” com ônus para a prefeitura, situação que já foi contestada pelo Ministério Público, em 2012, já chegaram a custar aos cofres do município quase R$ 10 milhões por ano. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi realizado com a Câmara e o órgão não informou qual é o custo atual desses servidores.

A maioria dos parlamentares beneficiados pela cessão é de veteranos na Casa. Dos seis políticos que aparecem na lista, quatro já estão pelo menos no segundo mandato. Erasmo Carlos de Oliveira da Silva (PDT) é o novato que se destaca entre os vereadores que puxam servidores efetivos para nada fazerem em seu gabinete. Com Erasmo, estão três cedidos: Daniela Marques Silva Santos, José Raimundo Fiuza Rocha e até mesmo o ex-vice-prefeito Alex Amaral, na Câmara desde o início de 2013.

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