Despesa extra pode ser de R$ 600 mi

As fornecedoras têm alegado aos sindicatos e ao governo que estão sem receber repasses contratuais da Petrobras e, por isso, não têm realizado os pagamentos aos demitidos

iG Minas Gerais |

Brasília. A Petrobras pode ser forçada a pagar uma despesa nova de quase R$ 600 milhões à Justiça Trabalhista se um acordo entre o governo Dilma Rousseff, as centrais sindicais e o Ministério Público Federal sair do papel. Reunião decisiva sobre o assunto será realizada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, na segunda-feira no Palácio do Planalto.

Reportagem de ontem do jornal “O Estado de S. Paulo” mostra que o governo costura uma operação que faria a Petrobras arcar com os custos trabalhistas de suas fornecedoras, que têm demitido funcionários em refinarias e estaleiros em construção.

As fornecedoras têm alegado aos sindicatos e ao governo que estão sem receber repasses contratuais da Petrobras e, por isso, não têm realizado os pagamentos aos demitidos.

A proposta é que a Petrobras pague os direitos trabalhistas devidos pelas empresas aos trabalhadores como uma espécie de adiantamento e depois os desconte dos valores que tenha a pagar às empresas. Em dificuldades financeiras e políticas, a Petrobras poderia ter um “ganho de imagem” com essa engenharia financeira.

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