Igreja de ex-padre suspeito de abusar de menores é interditada no RS

O religioso, preso temporariamente, é investigado por suspeita de abusar sexualmente de oito adolescentes

iG Minas Gerais | Folhapress |

Mudança. 
Depois de anos de abusos, Ribeiro escreveu um livro que motivou a investigação policial
Arquivo pessoal
Mudança. Depois de anos de abusos, Ribeiro escreveu um livro que motivou a investigação policial

O templo dirigido pelo ex-padre católico João Marcos Porto Maciel, o Dom Marcos, 74, foi interditado a pedido da Polícia Civil pela Prefeitura de Caçapava do Sul (RS) nesta quinta-feira (11). O religioso, preso temporariamente na terça (9), é investigado por suspeita de abusar sexualmente de oito adolescentes.

Em nota, a prefeitura do município diz que cassou dois alvarás de funcionamento do mosteiro, que tinha licença para a prática de atividades religiosas e de ensino de música e artesanato. "A administração decidiu suspender preventivamente os alvarás do local, visando a ordem pública, solicitada pela Polícia Civil, já que prédio está sob investigação, bem como o acusado", informa o comunicado.

O decreto de suspensão foi entregue a um dos religiosos que residem no local. Foram colados termos de interdição nas entradas do templo.

Dom Marcos está preso na delegacia da cidade, que fica a 223 km de Porto Alegre. O mandado foi expedido durante a operação intitulada Silêncio dos Inocentes, desencadeada após série de denúncias publicadas pela Folha de S.Paulo. No momento da prisão, os policiais recolheram também um menor que chegava ao mosteiro para ter aulas de flauta. Acompanhado de um psicólogo, ele será ouvido no inquérito.

O autointitulado bispo foi expulso da Igreja Católica em 2009 e hoje celebra cultos num templo que segue uma linha própria, chamada por ele de "veterodoxa".

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