MOC volta a ser irregular e é castigado com derrota para Brasil Kirin

Mineiros foram bem nos dois primeiros sets, mas queda de rendimento não foi perdoada pelos campineiros, que voltam a ocupar a vice-liderança

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Depois de somar sete pontos dos últimos nove possíveis, o Montes Claros Vôlei teve seu bom momento na Superliga masculina interrompido, na noite desta quinta-feira, em Campinas. O time do Norte de Minas caiu para o Vôlei Brasil Kirin-SP por 3 a 1 (27/25, 16/25, 25/21 e 25/22).

Os mineiros continuam na sexta posição, enquanto os paulistas retomam a vice-liderança. O próximo jogo do MOC é na quarta-feira, fora de casa, contra o Sesi-SP. O líbero Pará, do time da casa, foi eleito o melhor jogador em quadra. Ele substituiu bem o titular Alan, que está lesionado. Também ficaram de fora do jogo o central Acácio, do MOC e seu companheiro de posição Michael, do Brasil Kirin.

"É difícil entrar no lugar no Alan, ele é um cara de alto nível. Fizemos mudanças no terceiro set, que mostraram que é importante termos 12 jogadores de qualidade. Meus companheiros me ajudaram para que eu fizesse um jogo solto", comenta Pará.

Pelo que produziu - e por ter incomodado o adversário em boa parte do duelo -, o Montes Claros merecia um resultado melhor, mesmo que fosse uma derrota no tie-break. "Tivemos altos e baixos novamente, esta tem sido a nossa tona no campeonato. Às vezes, apresentamos uma queda de regularidade e padrão. Ainda estamos em um período de conhecer o elenco. Vacilamos em alguns momentos, mas isso faz parte. Temos o segundo turno inteiro pela frente", destaca o líbero Ezinho.

Bom começo, final ruim Os dois primeiros sets do time do técnico Marcelinho Ramos foram muito bons. Com uma atuação consistente e concentrada, os mineiros estiveram concentrados e errando pouco. O volume de jogo acontecia, muito em função da boa participação dos pontas Ceará e Polaco. Léo Mello resolvia na saída de rede e o bloqueio chegava em muitas bolas, mesmo que para amortecer.

O primeiro set foi além dos 25 pontos e tirou o fôlego da torcida campineira. O equilíbrio marcou a parcial e a diferença máxima no placar era de dois pontos, com as equipes se revezando na dianteira do marcador.

O oposto Wallace, do Brasil Kirin, tinha dificuldades para rodar, muito em parte da boa marcação sofrida. Os visitantes pressionaram os paulistas do início ao fim da etapa, que foi decidida nos detalhes. Uma melhor sorte não faria mal ao Pequi.

No segundo set, o MOC foi recompensado. A diferença foi a queda de rendimento do Brasil Kirin, que permitiu um empate tranquilo dos visitantes. 

Os donos da casa começaram a errar em sequência, fazendo o placar ser amplamente favorável ao MOC. A diferença ia só aumentando, com os mineiros aproveitando as situações que lhe foram criadas. Ao todo, foram 15 falhas do time de Campinas.

No terceiro set, o equilíbrio apareceu no início, mas o Brasil Kirin logo tomou o controle do jogo. A concentração do MOC não foi a mesma das duas primeiras parciais, fazendo o rendimento do time cair consideravelmente. As entradas do central Vini e do ponta Ary, no time da casa, surtiram efeito. Uma reação tardia foi conquistada pelo time do Norte de Minas, mas já era tarde demais. O oposto Wallace também teve atuação de destaque, virando bolas importantes, coisa que não havia aparecido nos sets anteriores.

Desde os primeiros momentos do quarto set, os campineiros sobressaíram. Boa diferença de pontos foi aberta e mantida, sem muitas dificuldades. Sem a mesma força do bloqueio, o Montes Claros via seu adversário rodar a bola e segurar com firmeza a frente no placar. A vantagem de cinco pontos chegou a cair com um 17 a 14, mas o MOC logo voltou a mostrar uma irregularidade, que foi castigada.

Agora não resta nada do que aprender com os erros e jogar a bola pra frente.