Em resposta ao América, CBF se exime de culpa no caso Eduardo

Entidade que rege o futebol brasileiro afirmou que é responsabilidade dos clubes certificar-se da condição de jogo dos atletas

iG Minas Gerais | LOHANNA LIMA |

Neste ano, antes de jogar pela equipe mineira, Eduardo já teria defendido a Portuguesa e São Bernardo-SP
Divulgação/Assessoria América
Neste ano, antes de jogar pela equipe mineira, Eduardo já teria defendido a Portuguesa e São Bernardo-SP

Em resposta ao membro do Conselho Administrativo do América Alencar da Silveira Júnior, a CBF enviou um comunicado sobre a escalação do jogador Eduardo, o que rendeu a perda de seis pontos no Campeonato Brasileiro. Questionada pelo dirigente sobre seu papel no caso, a entidade se eximiu de qualquer responsabilidade sobre o assunto.

“Esta confederação lamenta o ocorrido e relatado em sua mensagem, pois se trata de incidente extremamente desagradável. Permite-se ponderar, no entanto, que não cabe a esta confederação ao contrário do que se afirma em sua mensagem, “gerenciar de forma eficaz e inequívoca e a atuação dos jogadores nos campeonatos”, e, sim aos clubes disputantes da competição.

Ainda segundo a entidade, “é exclusiva atribuição dos clubes certificar-se das condições regulamentares de jogo de cada jogador”. A CBF garantiu, ainda, que a nova administração “interessada em aperfeiçoar as práticas vigentes, está desenvolvendo um sistema informatizado, que lhe possibilitará exercer o controle reclamado”.

Presente na eleição do clube nesta quinta-feira, Alencar da Silveira Júnior, que segue no próximo triênio, se mostrou decepcionado com a postura da CBF. “É uma grande piada o que eles fazem”, disse.

Em comunicado, Alencar acrescentou que “a CBF transfere a responsabilidade pela escalação de atletas de forma integral aos clubes e, simplesmente, lava as mãos deixando que todo ano as posições dos clubes sejam definidas no tapetão. Até que a CBF consiga a proeza de implantar um sistema capaz de identificar todo e qualquer impedimento relacionado a escalação de atletas, vamos seguir com as batalhas jurídicas de decidir o jogo fora de campo.

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