Banco do Brasil suspende contrato com CBV

Relatório da CGU confirmou favorecimentos e licitações viciadas

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

No encontro, Ary Graça anunciou que seria necessário ter honestidade e
Luiz Pires/Vipcomm
No encontro, Ary Graça anunciou que seria necessário ter honestidade e "transparência"

O relatório final da Controladoria Geral da União (CGU), sobre as denúncias de irregularidades na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) foi, finalmente, divulgado. E a primeira de possíveis várias consequências já aparecem, depois que favorecimentos e licitações viciadas foram comprovados.

O Banco do Brasil, principal patrocinador da entidade, anunciou que os pagamentos dos contratos estão suspensos.

A instituição financeira emitiu nota exigindo que o retorno da parceria aconteça somente se a CBV adotar todas as medidas sugeridas pela CGU, além de outras indicadas pelo próprio banco.

O relatório final foi divulgado, nesta quinta-feira, pelo jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil.

Leia, abaixo, na íntegra, a nota oficial do Banco do Brasil.

"O Banco do Brasil informa que suspendeu os pagamentos à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) referentes aos contratos de patrocínio e condiciona a retomada dos pagamentos - e a continuidade do patrocínio - à adoção imediata pela CBV de todas as medidas corretivas apontadas pela Controladoria Geral da União (CGU), além de outras identificadas pelo Banco como necessárias.

Parte das medidas apontadas pela CGU foram previamente identificadas pelo BB e constam de aditivo contratual que foi negociado com a CBV, porém sem resposta final por parte da Confederação.

O Banco do Brasil reitera que não irá compactuar com qualquer prática ilegal, ou que seja prejudicial ao esporte e à comunidade do vôlei, e entende ser necessário que a CBV adote novas práticas de gestão que tragam mais disciplina e transparência à aplicação dos recursos."