Hospital de Misericórdia passa a atender somente urgência e emergência

Repasses da Secretaria de Estado da Saúde e das prefeituras com quem a entidade mantém convênios, estão em atraso; o hospital adotará um protocolo de classificação de risco, conhecido como Protocolo de Manchester

iG Minas Gerais | Da Redação |

O Hospital de Misericórdia Santos Dumont, na Zona da Mata mineira, passa a atender apenas casos de urgência e emergência, partir desta quinta-feira (11). O hospital adotará um protocolo de classificação de risco, conhecido como Protocolo de Manchester.

O objetivo será melhorar a triagem de pacientes e priorizar o atendimento ao paciente que está em estado mais grave. O paciente será atendido não por ordem de chegada, mas de acordo com o risco ou gravidade que ele apresentar ao dar entrada no Pronto Socorro.

Segundo o hospital, os repasses da Secretaria de Estado da Saúde e das prefeituras de Aracitaba, Ewbank da Câmara, Oliveira Fortes e da cidade de Santos Dumont, com quem a entidade mantém convênios, estão em atraso.

O hospital alega que não é mais possível continuar com os demais atendimentos por não tem recebido os devidos repasses de verbas. Como consequência disto, são acumuladas pendencias financeiras com fornecedores ocasionando falta de suprimentos. Ainda segundo o hospital, a situação pode se agravar, porque a folha de pagamento do mês de dezembro ainda não foi quitada e os funcionários só receberam a primeira parcela do 13º salário.

De acordo com a nota divulgada pela unidade hospitalar, o Município de Santos Dumont e a Secretaria Estadual de Saúde foram notificados judicialmente sobre a impossibilidade de continuar a prestação dos serviços.

Portanto, alegando não haver alternativa, o hospital comunica que; "a partir de hoje, os atendimentos estão limitados aos pacientes classificados como amarelo, laranja e vermelho, segundo o Protocolo de Manchester". O que quer dizer que o atendimento está restrito às situações de urgência e emergência.

Por fim, a Fundação do Hospital Universitário da UFJF, gestora do hospital, ressalta que continua na busca para a solução dos problemas, a fim de regularizar os atendimentos.

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