Cielo destaca feito alcançado pelo Brasil no Mundial

Campeão acredita que ajustes devem ser feitos para obter mesmo resultado em piscinas longas

iG Minas Gerais | Débora Ferreira |

Cesar Cielo vê evolução brasileira e sonha com Olimpíadas em 2016
DOUGLAS MAGNO/O TEMPO
Cesar Cielo vê evolução brasileira e sonha com Olimpíadas em 2016

“A gente sabe nadar”. Esse é o recado dado pelo Brasil após o Mundial de piscina curta em Doha e ressaltado por Cesar Cielo. Ainda que o campeonato tenha um peso menor, o fato de o país terminar em primeiro no quadro de medalhas já dá novas expectativas ao cenário, inclusive para a Olimpíada do Rio em 2016. Mas é necessário cautela: das dez medalhas, só quatro são de provas olímpicas.

Tido como um exemplo na natação, Cielo vê o Brasil em ascensão e entende que o feito inédito é um passo, ainda que pequeno, na preparação para os Jogos.

“A gente sabe que ainda tem alguns passos para a piscina longa, mas acho que é uma vitória muito grande. Muita gente disse que outros times estavam desfalcados, mas também não estávamos completos, então, estávamos de igual para igual. Já tivemos uma evolução enorme, mas ainda precisamos crescer em alguns pontos”, disse Cielo.

O campeão olímpico destacou a qualidade da equipe que defendeu o Brasil em Doha e já esperava pelo sucesso no torneio mundial.

“Essa equipe é muito séria, dedicada e focada, não tinha como não colher grandes frutos. É um grande momento. O Brasil não é qualquer país, tem que ter respeito. Tivemos uma energia muito boa, temos que carregar isso para as próximas”, disse o nadador do Minas.

Apesar do otimismo, o Brasil só poderá medir melhor sua situação no ano que vem, quando será disputado o Mundial de piscina longa. O desafio será transferir os resultados da piscina curta, mas, para Cielo, é algo que já está sendo colocado em prática.

“O segredo é continuar trabalhando do mesmo jeito. Ao mesmo passo que a piscina curta evoluiu, a piscina longa vem evoluindo. Se você pegar os resultados de quatro anos atrás, vai ver que são muito diferentes. Passados dez anos, temos gente capaz de brigar em piscina longa”, afirmou.

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