Procuradoria pedirá indenização de R$ 450 milhões a executivos

Valor do pedido de ressarcimento corresponde a 1% de pagamento de propina sobre o valor dos contratos e mais 3% relativo a uma estimativa de prejuízos causados à Petrobras

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

O Ministério Público Federal pedirá em denúncia à Justiça que executivos das empreiteiras Camargo Corrêa e UTC paguem um indenização de cerca de R$ 450 milhões em razão de fraudes em contratos da Petrobras que somam R$ 11 bilhões.

A acusação formal da Procuradoria da República no Paraná pedirá a condenação dos diretores das empresas presos na sétima fase da Operação Lava Jato, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, entre outros citados.

O valor do pedido de ressarcimento corresponde a 1% de pagamento de propina sobre o valor dos contratos, como revelado por Costa e Youssef em delação premiada, e mais 3% relativo a uma estimativa de prejuízos causados à Petrobras.

A força tarefa da Operação Lava Jato, formada por nove procuradores, espera apresentar nesta quinta-feira (11) pelo menos seis denúncias da nova etapa da investigação, relativas às construtoras Camargo Corrêa, UTC, OAS, Mendes Júnior, Engevix e Galvão Engenharia, além de uma relativa à empresa GFD, usado por Youssef no esquema de corrupção na Petrobras.

Os procuradores trabalharam até a madrugada desta quinta (11) para preparar as acusações formais que serão apresentadas ao juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal do Paraná.

A denúncia sobre a Camargo Corrêa e UTC traz o pedido de condenação dos executivos Eduardo Hermelino Leite, Dalton dos Santos Avancini, João Ricardo Auler, da Construtora Camargo Corrêa, e de Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC, que estão em regime de prisão preventiva (sem prazo de duração) na carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Paraná.

As duas empreiteiras foram reunidas em uma das peças de acusação porque o Ministério Público entendeu que ambas usaram a empresa fornecedora de tubos Sanko Sider para cometer os crimes. O sócio-administrador da Sanko Sider, Márcio Bonilho, foi incluído na lista da acusação formal.

Após o oferecimento das denúncias, caberá a Moro decidir se será aberta ação penal contra os acusados. Em caso de início do processo criminal, os suspeitos passarão à condição de réus.