Ex-funcionário da Petrobras afirma que Pasadena foi alvo de suborno

José Raimundo Brandão Pereira revelou detalhes de um esquema de corrupção que pode estar por trás do fim da parceria entre a estatal e a Astra Oil

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um funcionário de carreira da Petrobras, em depoimento sigiloso à Polícia Federal, revelou detalhes de um esquema de corrupção que pode estar por trás do fim da parceria entre a estatal e a Astra Oil. Devido ao rompimento, a Petrobras foi obrigada a comprar parte que pertencia a empresa belga na refinaria de Pasadena, gerando um prejuízo de US$ 792 milhões. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (11) no jornal "O Globo".

Segundo a denúncia, a relação entre as empresas se complicou após o engenheiro José Raimundo Brandão Pereira, ter mandado a Huston um emissário para propor o superfaturamento nos contratos de aluguel de navio e a apropriação de uma taxa de 1,25% para alimentar o esquema de corrupção. A estatal gastava cerca de R$ 200 milhões por mês com a operação.

De acordo com a reportagem, a Astra Oil teria recusado o negócio por não estar disposta a assumir prejuízos intencionais causados pelo esquema.

O engenheiro ocupou diversos cargos na estatal, foi diretor da Petrobras International Finance Company (PIFCo) e trabalhou com na área de Abastecimento com Paulo Roberto Costa. Pereira saiu da empresa em 2012.

Mesmo com o fracasso nos Estados Unidos, o modelo teria dado certo na Petrobras América em operações no Golfo do México, onde embarcações conhecidas como aliviadores teriam sido afetadas pelo triplo do preço acima do mercado internacional.

Pereira contou ainda como funcionava o esquema na área Internacional da Petrobras, que era controlada pelo lobista Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema. Ele ainda contou sobre os prejuízos superiores a US$ 700 milhões em blocos de exploração em Angola por "ingerência" política, além da venda de 50% dos ativos da Petrobras na África para o BTG, que encerrou suas atividades em  julho de 2013.  

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