De baixo de boemia e cultura

BAIXO Centro Cultural abre as portas, hoje , em festa comandada pelos DJs Yuga, Fael, Cafa Sorridente e Palomita

iG Minas Gerais | Fábio Corrêa |

Memória. O bar Bordello foi uma das principais ocupações do espaço que ganha um novo conceito
LEO FONTES / O TEMPO - 15/07/10
Memória. O bar Bordello foi uma das principais ocupações do espaço que ganha um novo conceito

Os órfãos do movimento festeiro, que se acostumaram a se aglutinar nas sombras da rua Aarão Reis, entre a praça da Estação e a Serraria Souza Pinto, e escutar bons sons entre uma lata de cerveja e um cigarro, podem respirar aliviados. A casa onde antes funcionava a boate Nelson Bordello, uma das tocas preferidas dos noturnos de BH, volta a funcionar nesta noite, com a inauguração do BAIXO Centro Cultural. O nome, claro, é uma alusão ao local e à ideia de underground.

“Foi uma brincadeira mesmo com a questão do baixo centro, que é onde ele está localizado”, explica Gabriel Assad, sócio do novo estabelecimento. “Mas também é uma analogia ao submundo, ao underground e a tudo que está embaixo da superfície, que é uma das coisas que a gente quer naquele espaço”, completa.

Frequentadores assíduos, Assad e mais cinco sócios resolveram alugar o estabelecimento que abrigava o Bordello. “A gente não quis que virasse outra coisa que não fosse um espaço cultural”, conta. Com a casa, eles querem trazer um pouco de luz ao local, vítima de um recente abandono cultural com o fim do Bordello, a mudança do Duelo de MCs e a reforma do viaduto Santa Tereza. “A ideia é valorizar mesmo o que está ali embaixo” conta Assad, lembrando que a região ainda abriga a sede do Espanca!.

Para isso, eles reformaram todo o local. O antigo segundo andar do Nelson Bordello, antes praticamente inutilizado, dará lugar a um restaurante, comandado pelo argentino Nicolás Pecchio, do Che Nico. Empanadas e sanduíches estão no cardápio. Já o térreo continua abrigando tanto o bar, com variada carta de drinques, quanto o palco.

O BAIXO, porém, não ficará restrito às atividades noturnas. Como casa cultural, o espaço também irá receber, de dia, exposições, cursos e workshops. Ou seja, “boemia de noite e cultura de dia”, simplifica Assad.

“A gente quer conciliar aquela vida noturna, que já tinha ali, com um aspecto mais cultural”, conta. Assad também ressalta a importância do Bordello para a cultura da cidade. “Na verdade, tem muito mais a ver com a relação entre cultura, arte e cidade.”

Celebração. Hoje, a celebração será boêmia. A partir das 22h, a festa traz os DJs Cafa Sorridente, Palomita, Yuga e Fael (os dois últimos também proprietários do local). Além da música, Lu Senra agita o espaço com uma apresentação de pole-dancing. A celebração acontece na rua Aarão Reis 554, e os ingressos custam de R$ 10 a R$ 15. 

Amanhã, o espaço recebe o RoodBoss Down Beat e, no sábado, o lançamento do novo EP da banda mineira Pequena Morte. Para esses dias, as entradas custam R$ 15 (promocional antecipado) e R$ 20 (segundo lote e portaria). Mais informações pelo site da casa: www.baixo.org.

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