Contra Cunha, PT lançará Chinaglia à presidência

Partido começou a costurar acordo com deputados da base após reunião dos governistas com Lula

iG Minas Gerais |

Chinaglia deverá ser o nome do PT na disputa pela presidência da Casa
José Cruz/ABr
Chinaglia deverá ser o nome do PT na disputa pela presidência da Casa

Brasília. A bancada do PT na Câmara Federal decidiu nesta quarta apresentar o nome do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) a partidos da base para tentar consolidar a candidatura petista à disputa pela presidência da Casa.

A ideia é tentar costurar um apoio para oficializar a candidatura até a próxima semana. O partido abriu conversas com PROS, PCdoB, PDT, PHS e PEN, além do PSOL, que não compõe a base governista. Chinaglia também deve procurar até os partidos da oposição, como o PSDB.

A decisão foi tomada após encontro de líderes do partido com o ex-presidente Lula nesta quarta pela manhã, em um hotel de Brasília. Segundo relatos, Lula deu autonomia para a bancada, mas ponderou preocupação de uma derrota do nome petista para o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ).

A avaliação do ex-presidente, dizem aliados, é de que um racha na base pode produzir efeitos piores para a governabilidade de Dilma Rousseff no segundo mandato e configurar uma importante derrota na largada de seu novo governo.

Deputados ligados a Lula chegaram a defender um alinhamento com Cunha. No encontro da bancada, os deputados se dividiram sobre a postura do Planalto na disputa. Parte do PT defende que o governo atue diretamente na briga pelo comando da Casa, envolvendo negociações para a composição do novo mandato de Dilma. Chinaglia, no entanto, disse que essa linha não faz sentido porque “seria misturar as estações”.

O PT, no entanto, não descarta recuar e tirar o nome de Chinaglia. Petistas abriram negociações, mas não encontraram nomes com peso para concorrer com Cunha.

O candidato petista já tem até plataforma de campanha como retomar o prestígio dos debates da Casa, mais interlocução com a sociedade, além de propostas corporativistas, como a construção de um prédio com novos gabinetes e política de reposição salarial.

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