A falta que Alexandre Mattos fará e não fará ao Cruzeiro

iG Minas Gerais |

Num primeiro momento, a saída de Alexandre Mattos não provoca nenhum estrago no Cruzeiro, já que o time está montado, o treinador, de contrato renovado, e poucas aquisições precisam ser feitas para a próxima temporada. O grande mérito dele, junto com Marcelo Oliveira, na montagem deste grupo vencedor, é que os dois conheciam jogadores de grande potencial que jogavam em clubes das prateleiras do meio e de baixo e nas categorias de base de vários clubes, e do próprio Cruzeiro, que poderiam dar certo na Toca da Raposa. Conhecia bem Antes de ganhar a oportunidade de ouro no mundo azul, Alexandre trabalhou até então no América, e conhecia como a palma da mão a segunda divisão nacional, os clubes do interior do Estado e a base, assim como Marcelo. Era onde o América buscava e busca jogadores, em função do pouco dinheiro para investir, ao contrário dos maiores clubes do país. Útil ao agradável Marcelo foi técnico das categorias de base a vida toda, com períodos rápidos como “tapa-buraco” do profissional do Atlético. Ganhou a sua grande chance por parte de Ney Franco, como auxiliar dele no Coritiba, e o substituiu quando esse saiu para comandar a base da CBF. Competentes que são, o diretor de futebol e o treinador souberam usar o respaldo que tiveram do presidente Gilvan de Pinheiro Tavares, que enfrentou pesadas críticas e advertências por arriscar tanto com os dois supostos inexperientes. Acima do esperado Alexandre Mattos e Marcelo Oliveira chegaram onde quase ninguém acreditava, e o grupo que montaram deverá continuar dando bons resultados, pois a única perda importante é o próprio Mattos, que, entretanto, não joga futebol, e em curto e médio prazos sua ausência não pesará. Além do mais, o Cruzeiro tem lá dentro nomes à altura para substituí-lo.

Abriu a mão Se não quis abrir os cofres para segurar seu diretor de futebol, o doutor Gilvan não pensou duas vezes para segurar o técnico Marcelo Oliveira, de acordo com estas notas da coluna Painel FC, da “Folha de S. Paulo”: Custo do campeão - Bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, Marcelo Oliveira é neste momento o técnico mais bem pago do futebol brasileiro. O clube mineiro abriu os cofres para renovar com o treinador, que viu seu salário dar um salto: pulou de R$ 450 mil para R$ 600 mil mensais. O aumento foi uma das maneiras encontradas pelo Cruzeiro de garantir em 2015 a permanência de Oliveira, cobiçado por outros times grandes do Brasil.

Máquina azeitada Sem falar na estrutura administrativa do Cruzeiro, remontada por Benito Masci em meados dos anos 80, que teve sequência e evolução com os irmãos dele, César e Salvador, depois Zezé e Alvimar Perrella. O doutor Gilvan acompanhou tudo de perto e participou diretamente de quase todas as gestões do Cruzeiro, começando com Felício Brandi. Ele tem 53 anos de clube, é inteligente, honesto e dedicado em tempo integral. Por isso está se dando tão bem na presidência. Continua imune a pressões, principalmente no que se refere a abrir os cofres do clube.

Prêmio Além do aumento salarial, Marcelo Oliveira tem direito a um bônus recheado pela conquista do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro acertou o pagamento de R$ 1,5 milhão como premiação pelo título.”

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