Uma geração de vanguarda

Jovens tiveram chances na equipe depois de contusões e dispensas de alguns jogadores

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Revelados. Jogadores da base alvinegra como o atacante Carlos, os meias Dodô e Marion, e o zagueiro Jemerson ganharam oportunidades e se destacaram no time profissional do Galo nesta temporada
LEO FONTES / O TEMPO
Revelados. Jogadores da base alvinegra como o atacante Carlos, os meias Dodô e Marion, e o zagueiro Jemerson ganharam oportunidades e se destacaram no time profissional do Galo nesta temporada

Em 2006, o Atlético tinha Diego Alves, Lima, Thiago Feltri, Rafael Miranda, Éder Luis e Tchô – todos da categoria de base do clube – naquele time que foi campeão brasileiro da Série B. Oito anos depois, o Galo termina a temporada 2014 com o título da Copa do Brasil e o dobro de atletas prata da casa no grupo profissional. Na avaliação dos formadores, a diferença não é simplesmente numérica, mas de qualidade e visibilidade.

“Em 2006, estávamos na a Segunda Divisão. Hoje temos vários jogadores que disputaram Copa do Brasil e G-4 de Brasileiro. Existem dois caminhos. Um, quando o profissional precisa e não tem qualidade, e outro, quando o profissional precisa e tem qualidade. E é claro que os melhores sobrevivem”, ressaltou o gerente das categorias de base do Galo, André Figueiredo.

Em um passado não tão distante, os meninos da base eram chamados para solucionar carências no profissional devido às dificuldades financeiras. Desta vez, os garotos também surgiram por conta de uma necessidade, mas para suprir contundidos e dispensados.

“Não é planejado. A necessidade fez a oportunidade. Gostaria que fosse natural, mas é difícil concorrer com os mais experientes”, destaca o técnico do time júnior, Rogério Micale. O zagueiro Jemerson, por exemplo, teve chance com as contusões de Emerson, Réver e Leonardo Silva ao longo da temporada. Já o atacante Carlos aproveitou a oportunidade com as saídas de Jô e André. Aliado a isso, como o Atlético estava em duas frentes (Brasileirão e Copa do Brasil), o grupo foi muito mais acionado.

Referência. Esses 12 atletas da base que fazem parte do profissional hoje são os mesmo que, há dois anos e meio, desciam de suas atividades na Cidade do Galo e se aglomeravam no alambrado do campo do profissional para ver Ronaldinho Gaúcho treinar.

Mas não foi só a vontade de estar ao lado de um ídolo que incentivou esses garotos. Nas últimas temporadas, o clube esteve em finais e semifinais das principais competições do país e de torneios internacionais. Muitos já tiveram, inclusive, oportunidades nas divisões de base da seleção brasileira, como é o caso dos volantes Eduardo e Lucas Cândido e do atacante Carlos.

Para Micale, os atletas também souberam assimilar com naturalidade o futebol contemporâneo. “Essa é uma geração muito boa, de qualidade. Está pronta. Sabem se adaptar ao trabalho de qualquer treinador”, avaliou o técnico dos juniores. E a consequência disso é a valorização com a renovação de contrato para três ou quatro anos e um incremento no salário, que pode ser duas ou três vezes maior.

Os jovens

Por idade. Veja quem são os 12 atletas da categoria de base que se firmaram como novidades no grupo profissional em 2014.

19 anos. Carlos, Eduardo e Gabriel.  20 anos.Dodô, Alex Silva, Donato, Danielzinho e Uilson.

21 anos. Paulinho e Lucas Cândido.

22 anos. Jemerson.

23 anos. Marion.

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