Quase metade dos brasileiros não faz exercícios físicos

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o sedentarismo é “problema de saúde pública” no país

iG Minas Gerais |

Rio de Janeiro. O hábito de assistir televisão não ajuda em nada a saúde dos brasileiros. O costume de ficar sentado em frente à TV é apontado como um dos principais fatores do sedentarismo no Brasil. Quase a metade dos adultos (46%) no país são sedentários, segundo os dados da Pesquisa Nacional de Saúde. O levantamento feito pelo IBGE aponta que, em 2013, cerca de 67,2 milhões de pessoas não faziam exercício físico. O ranking de sedentarismo é liderado pelas mulheres, com 51,5% ou 39,8 milhões, contra 39,8% ou 27,4 milhões dos homens. O percentual de mulheres “insuficientemente ativas” varia de 50,3% na região Sul a 56,4% na região Norte – que também lidera o maior número de pessoas sedentárias (48,1%). Entre os homens, essa variação fica entre 37,3% no Nordeste e 41% no Sudeste. Mais da metade (62,7%) das pessoas de 60 anos ou mais estava inativa no último ano. Já o grupo menos sedentário é o de idade entre 18 e 24 anos, chegando a 36,7%. Das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, 50,6% são “fisicamente inativos”, sendo este o grupo mais representativo entre os demais. Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o sedentarismo é “problema de saúde pública” no país. Em âmbito mundial, a taxa só é menor do que a da África do Sul, onde a inatividade chega a 52,4% dos moradores. “O sedentarismo precisa ser enfrentado como um problema de saúde pública. Por isso é fundamental o desenvolvimento de atividades físicas desde a idade escolar”, disse ontem o ministro, depois de assistir à apresentação da pesquisa na sede do IBGE. “Temos agora uma informação que nos convoca a desenvolver estratégicas mais potentes como o programa Academias da Saúde, os grupos de caminhada e outras atividades para o controle”, acrescentou Chioro.

Culpa da TV No sofá. O Sudeste lidera a lista de moradores (31%) que aderiam ao hábito de assistir TV em 2013. São 40,4% no Rio, 29,4% no Espírito Santo, 28,9% em São Paulo (28,9%) e 28,1% em Minas Gerais.

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