Orçamento de 2015 fica para janeiro e comissão vai ouvir Levy

Representantes da Comissão Mista de Orçamento vão levar aos presidentes da Câmara e do Senado a proposta de fazer uma autoconvocação entre 23 de dezembro e 31 de janeiro, quando acaba o mandato dos atuais parlamentares

iG Minas Gerais | Folhapress |

Parlamentares do governo e da oposição fecharam nesta quarta-feira (10) acordo para votar o Orçamento de 2015 até janeiro do próximo ano e ouvir na próxima semana o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Representantes da CMO (Comissão Mista de Orçamento) vão levar aos presidentes da Câmara e do Senado a proposta de fazer uma autoconvocação entre 23 de dezembro e 31 de janeiro, quando acaba o mandato dos atuais parlamentares.

Com a votação até esta data, deputados e senadores que não foram reeleitos poderão apresentar emendas que serão incluídas no Orçamento de 2015. "O acordo da oposição com a base do governo é para fazer a convocação extraordinária e votar em janeiro", afirmou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator geral do Orçamento.

Também ficou acertado que o futuro ministro da Fazenda será convidado para uma reunião a portas fechadas com representantes da comissão para falar sobre as expectativas para os próximos anos. Como ele ainda não é ministro, a reunião não será pública.

O presidente da CMO, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), afirmou que o encontro deve ocorrer na próxima terça-feira (16) pela manhã, a portas fechadas. Segundo ele, o governo concordou com o pedido da oposição e sugeriu ainda que seja ouvido também o futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Relatório preliminar

Nesta quarta-feira (10), foi aprovado na comissão o relatório preliminar da lei orçamentária de 2015. Até a próxima terça-feira (16) serão apresentadas as emendas parlamentares. Depois, é necessário fechar os relatórios setoriais, o que está previsto para 22 de dezembro, último dia antes do recesso de fim de ano. Não haverá tempo de fechar o texto final nem para votá-lo na comissão e no Plenário do Congresso.

Deve ser aprovada ainda nesta quarta na comissão a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2015, que depois vai a Plenário.

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