Ancine adia decisão sobre limite da ocupação de salas pelo mesmo filme

Contra a ocupação em massa de um mesmo longa nos cinemas, agência reguladora quer que lançamentos ocupem até 30% das salas a partir de 2015

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Lançamento de
Divulgação
Lançamento de "Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1" ocupou quase metade das salas do país
A câmara técnica da Ancine (Agência Nacional do Cinema) adiou a decisão sobre o limite que considera ideal à ocupação das salas de cinema por único filme. O colegiado, que agrega representes de todos os setores da cadeia cinematográfica, se reuniu na tarde desta quarta (10), na sede do órgão regulatório, no Rio. A decisão deve sair em meados da próxima semana. O martelo será batido em meio ao controverso lançamento de "Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1", que ocupou quase metade das salas do país em sua estreia.    Em novembro, Manoel Rangel, presidente da Ancine, disse à "Folha de S.Paulo" que um lançamento massivo como aquele é "predatório". A reportagem voltou a falar com Rangel assim que a reunião foi encerrada. "A opinião geral é que adotar um teto para a exibição do mesmo título é uma necessidade. Isso será fundamental para garantir a diversidade de títulos em geral, não só de filmes brasileiros, e dará maior capilaridade aos lançamentos, que não ficarão restritos a poucos complexos e chegarão a mais locais", disse ele.   A proposta da Ancine é que a partir de 2015, complexos de cinema com até cinco salas não poderão exibir o mesmo título em mais do que duas delas. Para locais com mais de seis salas, o teto será de 30%. Segundo Rangel, a decisão foi adiada porque alguns dos representantes presentes precisam consultar suas respectivas entidades. O acordo não terá força de lei, mas os cinemas que não o seguirem terão de apresentar alguma compensação, como exibir filmes nacionais por mais dias.   

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