Minas abre portões para jogos de basquete e vôlei

Decisão veio para minimizar público pequeno que pode aparecer em virtude das partidas estarem programadas para as 17h

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Basquete do Minas espera contar com bom público diante do Franca
Basquete do Minas espera contar com bom público diante do Franca

Querendo tentar diminuir a possibilidade de um grande público não comparecer a Arena Minas, os próximos jogos do time de basquete e de vôlei feminino acontecerão com os portões abertos. Nesta quinta-feira, ás 17h, o Minas encara o Franca Basquete-SP, pelo Novo Basquete Brasil (NBB). No mesmo horário, na sexta-feira, o Camponesa-Minas enfrenta o Uniara-AFAV-SP pela Superliga feminina. Os jogos estão marcados para este horário em função de um pedido da emissora que transmite os torneios. A partida de basquete, inclusive, terá sorteio de duas camisas oficiais do time da casa.  

"Claro que é bom e importante termos a transmissão dos jogos, isso aumenta a nossa visibilidade. Mas, em algumas situações, problemas podem aparecer,. O horário das cinco da tarde é complicado para o público comparecer, então tomamos essa decisão para motivar mais gente a comparecer", aponta o gerente de esportes do clube Luiz Eymard.

"Este horário vai contra a cultura de estar presente no ginásio, que costuma ser na parte da noite. Conflitos podem surgir quando se tem transmissão de jogos ao vivo para todo o país", comenta.

Decisão pontual. Sobre a decisão ser permanente, principalmente nos jogos de basquete, onde cerca de 200 e 300 pessoas costumam pagar pelo bilhete, a chance parece ser pequena.

"Tudo depende dos resultados. Se começarmos a ter uma sequência boa, a torcida aumenta. Nossos jogos de basquete contam com um público cativo, mas estar na parte de cima da tabela pode trazer outras pessoas", indica Eymard.  O time de basquete do Minas está em terceiro lugar na tabela, com seis vitórias em nove jogos. A continuidade de resultados positivos pode ser o fator diferencial para que as arquibancadas estejam cada vez mais cheias. 

"Quando tivemos um time de vôlei feminino extremamente vitorioso, casa cheia era sempre", lembra. Nos jogos do Camponesa-Minas, um público maior que o do basquete tem marcado presença, principalmente pela presença da ponta bicampeã olímpica Jaqueline.