Sessão é interrompida por Bolsonaro e cassação de Vargas é indefinida

Depois de afirmar em discurso que não estupraria a deputada Maria do Rosário porque ela "não merece", Bolsonaro tentou explicar sua versão durante votação da cassação de André Vargas; sessão precisou ser cancelada em meio a discussão de parlamentares

iG Minas Gerais | Ricardo Correa |

Sessão que estava programada para votar cassação de André Vargas foi cancelada em meio a discussão de parlamentares
Gabriela Korossy
Sessão que estava programada para votar cassação de André Vargas foi cancelada em meio a discussão de parlamentares

Foi encerrada há pouco a sessão do Plenário da Câmara dos Deputados destinada a votar o pedido de cassação do mandato do deputado André Vargas (sem partido-PR). Sem quórum para votação, o assunto não foi discutido. Ainda não há outra data marcada para votar a cassação de Vargas.

A sessão da manhã desta quarta-feira (10) foi encerrada após o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pedir a palavra para se defender das acusações de ter ofendido a deputada Maria do Rosário (PT-RS), deputados do PT e o próprio Bolsonaro começaram a discutir em Plenário e, por isso, o vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia teve de assumir a sessão que foi encerrada em seguida.

Em meio a discussão, Domingos Dutra chamou o Bolsonaro de defensor de torturadores. O deputado do PP pediu a palavra em resposta, mas não foi autorizado. Com isso, ele exigiu assumir a presidência, justificando ser o deputado presente com mais mandatos. Após assumir, Bolsonaro continuou discutindo com os colegas do Plenário. Deputado Chinaglia pediu a saída de Bolsonaro da presidência. E outro deputado gritou: "sai daí, palhaço".  O deputado do PP tentou ainda dar sua versão oficial sobre o ataque à Maria do Rosário. A sessão foi suspensa logo depois. 

Foi convocada outra sessão extraordinária, que será realizada ainda nesta quarta (10), para votar duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a do orçamento impositivo (PEC 358/13) e a que concede aposentadoria integral para servidores aposentados por invalidez (PEC 170/12). As votações dependem de acordo.

Ataque 

Deputada Maria do Rosário (PT-RS) declarou ao portal G1, na manhã desta quarta-feira (10), que pretende processar Jair Bolsonaro (PP-RJ). A decisão foi tomada depois de discurso polêmico do deputado na última terça-feira (9). Durante sessão no Plenário, Bolsonaro afirmou que não estupraria Maria porque ela "não merece". A deputada fez um desabafo afirmando que se sentiu agredida com a declaração de Bolsonaro. 

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