Oposição vai travar pauta para votar Orçamento em 2015

Objetivo é impedir que caixa de Pimentel seja prejudicado

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Liderança. 
Durval Ângelo diz que não há possibilidade de votar o Orçamento até o fim de dezembro
DENILTON DIAS / O TEMPO
Liderança. Durval Ângelo diz que não há possibilidade de votar o Orçamento até o fim de dezembro

O bloco de oposição ao governo de Minas vai continuar a obstruir a pauta de votações na Assembleia. A ideia é tentar chegar ao fim da atual legislatura sem votar projetos polêmicos que vão afetar o caixa do governo que vai ser comandado por Fernando Pimentel (PT), a partir de 1º de janeiro. Dentre eles está o Orçamento de 2015.

O petista reuniu cerca de 30 deputados estaduais em uma sala do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) na tarde desta terça. Segundo o deputado estadual e provável futuro líder de governo, Durval Ângelo (PT), “a responsabilidade de votar as matérias é do atual governo”. A oposição tem, hoje, 27 das 77 cadeiras da Casa, o que não é suficiente para barrar a aprovação de projetos se o governo conseguir reunir sua base.

Projetos como o do Orçamento Impositivo, que obriga a destinação gradual de R$ 7,5 milhões para cada parlamentar, o que prorroga os 5.000 contratos com agentes penitenciários e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 69, que efetiva 68 mil servidores afetados pela Lei 100 são vistos como “caóticos” pela oposição, que vai herdar o governo em 21 dias.

De acordo com Durval, a oposição poderia votar o projeto que concede redução na tributação do etanol, desde que o Executivo retirasse as emendas que foram acrescentadas ao projeto. Dentre elas está um “saco de bondades” para outros 33 setores que também seriam beneficiados pela política de desconto fiscal.

“Não temos condição de chegar até o Orçamento. Ele é, geralmente, a última matéria. E vejo que é inviável, mesmo se chegarmos a um acordo”, avalia Durval que afirma que, se os projetos em pauta forem aprovados, o Estado precisaria de “um orçamento e meio” em 2015.

Orçamento. A alternativa, segundo o petista, é que, sem a aprovação de um orçamento para o ano que vem, Pimentel governaria com o chamado “duodécimo”. “Lá no dia 31 de dezembro você tira uma fotografia e divide por 12 partes. Então, no mês de janeiro você poderia gastar um doze avos, no mês de fevereiro a mesma quantia. Por isso se chama duodécimo”, explica.

Reunião serve para reduzir crítica Criticado, nos bastidores, por aliados, Pimentel tratou de reunir sete partidos a portas fechadas nesta terça. O deputado Durval Ângelo (PT) saiu para minimizar as críticas. “Em 20 anos como deputado nunca vi um governador se reunir com todos os deputados da sua base. O que é diferente de reunir com líderes”, amenizou. As críticas a Pimentel aumentaram com o anúncio de que Bernardo Santana (PR) seria secretário de Defesa Social.

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