Inadimplência do consumidor sobe 10,9% no país

No acumulado do ano houve alta de 5,6%, comparando-se ao mesmo período do ano passado

iG Minas Gerais |

SÃO PAULO. Os sucessivos aumentos das taxas de juros nos últimos 12 meses e o enfraquecimento do mercado de trabalho, especialmente na indústria, são fatores que dificultam o pagamento das contas e explicam o aumento de 10,9% da inadimplência do consumidor em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2013. O indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor, divulgado ontem, apontou ainda uma alta de 5,6% no acumulado de janeiro a novembro de 2014, na comparação com igual período de 2013.

Por outro lado, o levantamento revelou uma queda de 1,2% da inadimplência dos consumidores na comparação com o mês de outubro. A explicação, segundo economistas da instituição, está na quantidade menor de dias úteis em novembro (20 em novembro contra 23 em outubro). Para os especialistas, esse menor número de dias úteis impactou principalmente na quantidade de cheques devolvidos pela segunda vez por insuficiência de fundos.

MODALIDADES DE DÍVIDAS. As modalidades de dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água) e cheques sem fundos puxaram a queda mensal, com variações negativas de 3,1% e 12,0% e contribuições negativas de 1,4 ponto percentual (p.p) e 0,9 p.p., respectivamente.

Já a inadimplência com os bancos e os títulos protestados tiveram alta de 1,6% e 16,9% e contribuíram com 0,8 p.p. e 0,3 p.p., respectivamente.

VALOR MÉDIO. O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 12,9% de janeiro a novembro.

O valor médio dos cheques sem fundos e títulos protestados também tiveram crescimento de 6,3% e 0,8%, respectivamente.

Já o valor médio da inadimplência com os bancos registrou queda de 3,7 em novembro.

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