Grupo mineiro Pad vai trazer lixeira ecológica para o Brasil

Produto dos EUA compacta o lixo e tem espaço de mídia para incentivar a cidade a reciclar

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Novidade. 
O fundador do Grupo Pad, Alexandre Davis, fará o lançamento da lixeira ecológica no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Novidade. O fundador do Grupo Pad, Alexandre Davis, fará o lançamento da lixeira ecológica no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro

A lixeira ecológica compactadora, produto norte-americano patenteado, vai entrar no mercado brasileiro em 2015, e, por iniciativa de uma empresa mineira, a Bin Brasil, do Grupo Pad, de Alexandre Davis. “Essa lixeira vai substituir as lixeiras vagabundas que existem na rua hoje”, diz Davis, sem rodeios. Além de ser de energia solar, o produto – que vai custar cerca de R$ 13 mil cada – compacta o lixo e ainda tem um espaço de mídia para incentivar a cidade a reciclar. Nos EUA, são 20 mil instaladas.

No Brasil, a Bin Brasil será a representante a partir de fevereiro do ano que vem. “Vamos lançá-la no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro”, conta, animado. Por enquanto, ainda não existe previsão da lixeira ecológica na capital mineira. Mas, de acordo com o empresário, já tem um projeto com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), para trocar as lixeiras nas áreas de grande movimento. A negociação da lixeira ecológica compactadora está mais adiantada em Curitiba (PR). “O mercado está doido com ela”, conta. Um detalhe que faz toda a diferença é que essa lixeira avisa a hora em que é preciso recolher o lixo, então diminui o consumo. A cidade de Boston (EUA) colocou 500 lixeiras, e, no primeiro ano, teve uma redução de US$ 16 mil de despesa com recolhimento de lixo. “O negócio não é a lixeira, é a tecnologia que ela traz. Eu consigo mostrar para a prefeitura a hora e o volume que foi recolhido. As grandes empresas querem bancar, agora, depende do governo”, diz. LED. Também em 2015, Davis conta que todo o material da Pad – na capital e interior – passa a ser digital tanto nas bancas de jornais como nos painéis de 9 m x 3 m expostos. “Vamos colocar 30 bancas de LED e, no início do ano, vamos começar a fazer um trabalho em 18 cidades do interior de Minas”, informa. O investimento foi de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões. Atualmente, a Pad tem dez painéis de LED de 9 m x 3 m, com tecnologia da China. O preço deles depende do volume de compras, do tipo de LED, da negociação. “Eu visitei 68 fábricas para chegar à definição da melhor fábrica, numa cidade da China que tem 220 fábricas”, explica Davis, que já comprou quase 800 m² de painel. Cada painel de LED custa, em média, US$ 3 mil, preço FOB (no local de fabricação). “Eu compro, faço a importação, pago os impostos e faço a locação para os clientes, alugo os pontos e faço a veiculação”, conta. O preço de tabela do aluguel deste painel depende da cota e pode ser de R$ 6 mil ou R$ 9 mil. Vai depender do período em que ele vai ficar com o produto, da rede, e aí tem os descontos proporcionais. Davis explica que a locação pode ser por hora, dia, semana, do jeito que quiser. Tem campanha de dez segundos para uma cota de 400 sessões/dia por painel, ou cota de 800 sessões/dia por painel. Para Davis, o retorno que o cliente tem com o painel para veiculação de propaganda é que ele não tem custo de produção com a tecnologia. “Ele pode trocar a campanha diariamente, pode fazer campanha institucional, promocional e social sem custo de produção e trocar no dia e na hora que ele quiser”, conclui.

Crescimento Pad. Neste ano a empresa vai crescer cerca de 22%, o que é bem menos que nos últimos quatro anos anteriores que experimentaram uma média 40% ao ano. Motivos. De acordo com Alexandre Davis a queda foi, em grande parte, por causa da retração da comunicação do setor privado, além do investimento mais alto que a Pad fez em tecnologia. 

Empresário trabalhava em companhia de aluguel de carro A Pad nasceu entre 1995 para 1996 como uma fábrica de painéis, para fazer fachadas de empresas. O primeiro trabalho nas empenas – fachadas de prédios sem nenhuma janela - foi feito pela Pad, de acordo com seu fundador, Alexandre Davis, que viu a ideia em Chicago (EUA). “A primeira (empena) eu fiz com o lançamento da Maxitel (Tim) em Minas Gerais”. Depois, Davis fez o primeiro lançamento da traseira de banca de jornal. “Vi o trabalho em Paris, que já era digital. E aí as coisas foram acontecendo”. Antes de criar a Pad, Davis foi funcionário por dez anos da Localiza. “Eu era do comercial, saí de lá e montei o meu negócio”, diz. Hoje, a Pad é uma holding: comunicação visual e sinalização, veiculadora de mídia, tecnologia de software de mídia exterior e a lixeira ecológica compactadora.

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