Imagens de Búzios estreiam operação de satélite brasileiro

Equipamento terá função de ajudar no controle do meio ambiente do país

iG Minas Gerais |

O começo. O equipamento registra imagens no azul, verde, vermelho e infravermelho, em faixas distintas,para uso em 
diferentes aplicações. Essas imagens são da região de Búzios
inpe/divulgação
O começo. O equipamento registra imagens no azul, verde, vermelho e infravermelho, em faixas distintas,para uso em diferentes aplicações. Essas imagens são da região de Búzios

BRASÍLIA. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou nesta terça as primeiras imagens produzidas pelo satélite Cbers-4, desenvolvido em parceria brasileira com a China. O equipamento foi lançado ao espaço na madrugada do último domingo.

As imagens captadas são da região de Búzios – no litoral Norte do Rio de Janeiro –, mas o material ainda é usado para fazer ajustes nos equipamentos. As fotos foram produzidas pela câmera MUX, que está acoplada ao Cbers-4 e é a primeira câmera para satélite inteiramente desenvolvida e produzida no Brasil. O equipamento registra imagens no azul, verde, vermelho e infravermelho, em faixas distintas, para uso em diferentes aplicações, como o monitoramento dos setores agrícolas, florestal e no controle do meio ambiente. O Cbers tem capacidade de 15 minutos de gravação por dia e viaja a uma velocidade de 4,2 km por segundo. Por dia, o satélite dá 14 voltas no planeta, mas as imagens da câmera só devem ser disponibilizadas e usadas para estudos após um período de testes de três meses. As câmeras do Cbers vão enviar imagens de áreas que variam de 120 km a 860 km de extensão. As imagens possibilitarão o mapeamento de áreas agrícolas, geológicas e monitoramento de áreas de desmatamento de quase 90% do território da América do Sul e também da China. Além disso, o Inpe deve disponibilizar o material gratuitamente para alguns países da África, por meio de parcerias governamentais.

Testes Nacional. Os três primeiros meses em órbita serão voltados a testes nas câmeras. São quatro unidades de alta resolução, como a MUX, primeira câmera para satélite desenvolvida e produzida no Brasil.

Lago gerou montanha em marte

MIAMI, EUA. Uma montanha marciana pode ter se originado com o tempo a partir de sedimentos de um lago, afirmaram cientistas da Nasa, que seguem os passos da sonda Curiosity, que esquadrinha o Planeta Vermelho. A última análise se baseia em rochas descobertas nos aclives do Monte Sharp, situado, estranhamente, no centro de uma cratera de Marte. Embora ainda não estejam certos de quanto tempo o vizinho da Terra teve umidade em sua história, para os cientistas foi uma “grande surpresa” descobrir rochas inclinadas e um solo que indica a existência do leito de um lago na cratera, disse John Grotzinger, cientista do Curiosity, do Instituto de Tecnologia da Califórnia.  

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