Quanto mais natural, melhor

Ministério da Saúde lançou nesta terça segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira

iG Minas Gerais | Bernardo Almeida / Camila bastos |

Objetivo. Texto lançado ontem busca garantir    base de informações seguras sobre a alimentação
LEO FONTES / O TEMPO
Objetivo. Texto lançado ontem busca garantir base de informações seguras sobre a alimentação

Lançada nesta terça pelo Ministério da Saúde (MS) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na capital, a segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira orienta que a população priorize alimentos naturais e evite os processados . Com recomendações de alimentos a serem consumidos e de hábitos alimentares, o texto foi elaborado por mais de 400 especialistas de todo o país, inclusive três professores da UFMG.

Coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime ressalta que o guia busca garantir à população e aos profissionais da área uma base de informações seguras sobre o tema, em tempos em que os dados circulam livremente na internet. Ela destaca que a promoção de uma alimentação é hoje prioridade na agenda da saúde pública brasileira. “A má alimentação e a obesidade estão relacionadas a diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares”, explica. O alcance informacional é o grande trunfo da edição do guia, na opinião da coordenadora do Ministério da Saúde. “Os principais objetivos (do guia) são apoiar as escolhas do indivíduo, sem necessidade de mediação profissional, e ampliar a autonomia do cidadão para uma prática alimentar mais saudável e sustentável”, diz Patrícia. Risco. “Nunca me preocupei com a qualidade dos alimentos, e dessa vez foi a minha saúde que sofreu, e não a aparência”, reflete a professora de inglês Lilian de Brito*, 47. Foi somente após ficar dois dias em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e mais de uma semana internada para se recuperar que ela passou a seguir uma dieta restrita e se preocupar com a alimentação. “No começo do ano, comecei a passar mal e descobri que estava com a pressão muito alta e água no pulmão.” Ela relata que esteve bem acima do peso há cerca de uma década, mas emagreceu após cirurgia de redução de estômago. “Como pouco, então não ganhei peso de novo”, observa. Saúde. Assim como Lilian era, atualmente 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal, e 17,5% apresentam obesidade, segundo outra pesquisa da pasta, a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2013. O estudo mostra que 47,3% dos adultos em Belo Horizonte têm sobrepeso e 14,6% são obesos. A obesidade atinge 39% das crianças brasileiras, e há 90% de possibilidades de uma criança sedentária ser adulto sedentário, segundo o Estudo Internacional de Obesidade Infantil. *Nome fictício

Em andamento

Pesquisa. A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais trabalha no projeto Conhecer e Cuidar, que objetiva avaliar aspectos da saúde da população da capital, inclusive com dados sobre usuários de drogas e suas relações e interações familiares, sociais e assistenciais. Prazo. A previsão era de que a coleta de dados terminasse na última segunda-feira, mas a chuva do fim de semana atrasou o cronograma de visitas. A expectativa é que a coleta seja concluída neste mês. Balanço. A meta é visitar 8.000 imóveis. Já foram visitados 6.000 e preenchidos 2.500 formulários individuais.  

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