Segurança no Move é licitada

Prefeitura lançou nesta terça edital para contratar empresa que fará vigilância armada nas estações

iG Minas Gerais | Bernardo Miranda |


Depredação. 
Várias estações do Move da capital já sofreram com atos de vandalismo, que incluem pichações e roubos de peças de metal
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Depredação. Várias estações do Move da capital já sofreram com atos de vandalismo, que incluem pichações e roubos de peças de metal

As estações de transferência do Move na capital passarão a contar com serviço de segurança armada a partir de fevereiro do ano que vem. A Prefeitura de Belo Horizonte lançou nesta terça edital de licitação para contratar 90 profissionais que irão atuar no período noturno, dentro dos terminais, para aumentar a sensação de segurança dos usuários.

As estações estão sem vigilância privada desde julho deste ano, quando venceu o contrato com a empresa que prestava o serviço. Em outubro, O TEMPO mostrou que o fim do serviço aumentou as ocorrências de roubos nas estações localizadas ao longo das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado, além do vandalismo. Os seguranças vão trabalhar das 19h às 7h, em 45 postos das 37 estações do Move. Nos demais horários, o patrulhamento continuará sendo feito pela Guarda Municipal. Essa será a primeira vez que haverá segurança armada nesses equipamentos, e com ao menos um vigilante em cada uma das estações. Quando foram inauguradas, em março, as estações de transferência do Move eram vigiadas por seguranças desarmados, que faziam as rondas ao longo dos corredores em motocicletas. Esse sistema de monitoramento funcionou até o último mês de julho, quando o contrato venceu, e a prefeitura não efetuou a renovação. Nas estações das avenidas Vilarinho, em Venda Nova, e Paraná e Santos Dumont, no centro da capital, serão dois postos de vigilância por estação, em função dos terminais serem maiores e terem maior circulação de pessoas. A implantação da vigilância armada no Move foi prometida pelo prefeito Marcio Lacerda. Em outubro, ele afirmou que a vigilância seria feita durante 24 horas e não mais em turnos de 12 horas. Questionada nesta terça sobre a decisão de manter a vigilância apenas em meio período, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou que o período escolhido é o que tem apresentado o maior índice de problemas de segurança. O órgão também afirmou, por meio de assessoria, que o horário estipulado cobre os dois momentos de pico do transporte público na capital. Câmeras. O contrato que prevê o serviço de vigilância não contempla o monitoramento das imagens das câmeras que ficam dentro das estações. Segundo a BHTrans, as imagens vão continuar a ser monitoradas pela Central de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte. A gestora de marketing Cíntia Gontijo, 28, foi assaltada dentro da estação do Move da Feira dos Produtores, no bairro Cidade Nova, na região Nordeste. Ela pediu para ter acesso à imagem do assalto, mas a BHTrans não disponibilizou. “Eu acho que deveria haver maior transparência com a divulgação das imagens”, afirmou. Cíntia também analisa que, se houvesse segurança armada nas estações, o assalto que sofreu, em setembro deste ano, poderia ter sido evitado. “É um absurdo as estações permanecerem tanto tempo sem segurança. Depois do assalto, deixei de usar o Move, por medo”. O contrato que será firmado com a empresa contratada terá duração de 20 meses, podendo ser prorrogado. O valor que será investido para a ação será de R$ 13 milhões, e os recursos virão do Fundo de Transporte de Urbano. A licitação deve durar cerca de dois meses até ser homologada. 

Equipamentos Vigilantes. Todos os profissionais que atuarão nas estações estarão armados e usarão equipamentos como coletes a prova de bala e radiocomunicadores, ofertados pela empresa contratada.

Problema em portas não foi solucionado As portas de embarque e desembarque de passageiros das estações de transferência do Move continuam sendo um problema para os usuários. Os equipamentos, que deveriam abrir somente com a chegada dos ônibus, ficam permanentemente abertos em alguns terminais, permitindo que pessoas entrem sem pagar passagem. A BHTrans informou que muitas dessas portas permanecem assim porque o botão de emergência foi acionado de forma indevida. A empresa também disse estar estudando uma solução para a manutenção das portas.

Saiba mais Prisões. Desde o início da operação do Move, já foram efetuadas ao menos 41 prisões de pessoas flagradas cometendo crimes dentro das estações. Vandalismo. Um dos principais problemas registrados são os roubos das placas de alumínio que protegem os módulos de embarque. Essas peças chegam a custar até R$ 300 em ferros-velhos da capital. Valor. Dentro das estações também há outros materiais de valor que podem ser alvo de bandidos. Cada módulo de embarque conta com pelo menos quatro TVs de tela plana, além de duas a três câmeras de monitoramento e três lixeiras de metal. Vigilância. Os problemas de roubos e assaltos no Move se intensificaram após o fim do contrato de vigilância, que vigorou até julho deste ano. O contrato era de seis meses, com valor de R$ 960 mil. Porém, diferentemente da nova licitação, os antigos profissionais não andavam armados. Também não havia um vigilante para cada estação do Move, e eles faziam rondas ao longo do corredor em motos, 24 horas por dia. Investimento. A nova licitação prevê investimento total de R$ 13 milhões na contratação de 90 seguranças, que atuarão armados e irão trabalhar das 19h às 7h, sete dias por semana.

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