‘A história nos julgará’, diz ONU na reunião do Clima

Secretária-executiva da entidade convoca líderes a acelerar acordo em assembleia que acaba sexta

iG Minas Gerais |


Uma das reuniões da conferência do clima em Lima, no Peru
Raul Garcia Pereira/COP20
Uma das reuniões da conferência do clima em Lima, no Peru

LIMA, PERU. As negociações da conferência das Nações Unidas sobre o clima entraram em uma etapa decisiva nesta terça para alcançar um consenso sobre medidas para limitar a dois graus Celsius o aquecimento global até 2100, com um pedido de urgência do secretário-geral, Ban Ki-moon.

“Ainda há uma chance de manter em menos de 2ºC o aumento da temperatura, mas a janela de oportunidades pode se fechar em breve”, disse Ban, que impulsiona as negociações da conferência COP20, que terminará na próxima sexta-feira em Lima. “Trago uma mensagem de esperança, mas também de urgência. Temos que agir agora”, insistiu Ban perante a sessão plenária. A COP20 deve costurar as ações que serão apresentadas dentro de um ano na conferência de Paris, para ali alcançar um acordo multilateral que enfrente as mudanças climáticas.

Se não forem tomadas medidas, o nível atual de emissões de gases levaria a um aumento das temperaturas entre 4° C e 5° C até 2100, uma perspectiva de ameaça a segurança alimentar e o acesso à água potável. Christiana Figueres, secretária executiva da convenção das mudanças climáticas da ONU, convocou aos ministros que acelerem os acordos. “A história nos julgará não só pela quantidade de toneladas de gases de efeito estufa, cujas emissões poderemos reduzir, mas também por nossa capacidade de proteger os mais vulneráveis, para aliviar a pobreza e para criar um futuro de prosperidade para todos”, disse em sua intervenção.

Enquanto isso, o presidente da Bolívia, Evo Morales, instou “celebrar um acordo de mudanças climáticas baseado na proteção da vida e da mãe terra e não no mercado, no lucro e no capitalismo”.

Apesar de que até agora não houve um bloqueio no debate, que começou em 1º de dezembro passado, os países se mostram divididos sobre alguns temas fundamentais, entre eles os recursos para a adaptação e a mitigação que devem oferecer antes de junho próximo. Outro ponto difícil é a forma como se medirá o cumprimento de cada país quanto à redução de emissões dos gases de efeito estufa.

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