Disputa pela presidência gera troca de acusações

Léo Burguês sugere que Wellington Magalhães tem funcionário fantasma; ex-aliado diz que é desespero

iG Minas Gerais | Tâmara Teixeira |



Magalhães negou as acusações de que tenha ‘funcionários fantasmas’
MOISES SILVA / O TEMPO
Magalhães negou as acusações de que tenha ‘funcionários fantasmas’

A eleição da presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte tem potencializado as disputas internas da Casa. Em mais um round da briga pelo posto, o atual presidente Léo Burguês, (PTdoB) e o vice, Wellington Magalhães (PTN), trocaram acusações nesta terça, em mais um dia sem votações.

O primeiro insinuou que o antigo aliado mantém funcionários fantasmas e que quis indicar empresas ligadas a ele para prestar serviços para o Legislativo. Já o outro, que é candidato à presidência, disse se tratar de “desespero de perdedor” e retrucou ser Burguês quem usa a máquina da Casa em benefício próprio.

Após a reunião plenária desta terça, Burguês distribuiu uma lista com a relação de alguns funcionários comissionados – indicados por ele e outros vereadores –, e seus respectivos salários

“Li os nomes dos meus indicados por recrutamento amplo e todos estavam na Casa. Os dele, não. Ele assina o ponto dos funcionários dele, o que não é ilegal. Se são fantasmas, ele tem que explicar. As minhas indicações trabalham para a Casa, as dele só para o gabinete dele”, afirmou Burguês.

Magalhães negou que tenha funcionários que não trabalham. “Isso é desespero porque o Burguês sabe que está perdendo poder. Ele tem que provar o que diz, ele e a máfia dele”, rebateu Wellington Magalhães.

Na relação de nomes vazada estão 11 funcionários de Burguês com salários entre R$ 1.627 e R$ 11.997 e seis comissionados da cota de Magalhães com vencimentos entre R$ 2.101 e R$ 11.997.

Questionado sobre o rompimento com o seu então aliado, Burguês argumentou que ocorreu porque “ele queria colocar empresas que eu não concordava para prestar serviço aqui que eram ligadas a ele. Mas, eu primo pela transparência e não deixei dar sequencia”, disse sem revelar quais empresas seriam. O antigo amigo disse ser “mentira, isso nunca ocorreu”.

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