Executivos são indiciados pela PF

Relatório da Polícia Federal inclui o ex-presidente da Queiroz Galvão e o presidente da OAS

iG Minas Gerais |

Encontro.Cardozo fala com o procurador Rodrigo Janot, na Conferência Internacional de Combate à Corrupção
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO
Encontro.Cardozo fala com o procurador Rodrigo Janot, na Conferência Internacional de Combate à Corrupção

Brasília. A Polícia Federal (PF) indiciou nesta terça o ex-presidente da construtora Queiroz Galvão Ildefonso Colares Filho, e dois executivos da empresa Galvão Engenharia: Erton Medeiros Fonseca e Othon Zanoide de Moraes Filho.

Para a PF, eles cometeram cinco crimes, entre eles fraude a licitações, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

O relatório policial é referente a um dos inquéritos da operação Lava Jato, que descobriu um esquema de corrupção na Petrobras responsável por prejuízos de até R$ 10 bilhões.

A delegada Erika Mialik Marena, que assina o documento, sustenta que o esquema de corrupção do qual os executivos são suspeitos de fazer parte consistia em emissão de notas fiscais frias, contratos fraudulentos, formação de cartel e participação de doleiros.

Diretor da Galvão Engenharia, Erton Medeiros confessou ter pago valores indevidos ao doleiro Alberto Youssef, a pedido de Paulo Roberto Costa. A PF também indiciou o lobista Fernando Antônio Falcão Soares suspeito de quatro crimes, dentre os quais lavagem de dinheiro e corrupção ativa, além do vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sergio Cunha Mendes.

Agora, caberá ao Ministério Público Federal decidir se tem elementos suficientes para denunciar à Justiça os três nomes indiciados.

Se condenados, Ildefonso Colares, Erton Medeiros e Othon Zanoide, diretor da Vital Engenharia, empresa do grupo Queiroz Galvão, podem pegar até 31 anos de prisão.

Outros. A Polícia Federal também indiciou cinco funcionários da Construtora OAS, dentre os quais o seu presidente, José Aldemário Pinheiro Filho. A PF apontou a ocorrência de cinco supostos crimes, incluindo fraude a licitações, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Além de Aldemário, conhecido como Léo Pinheiro, a delegada indiciou o engenheiro civil Agenor Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da OAS, o administrador de empresas José Ricardo Nogueira Breghirolli, o engenheiro civil Pedro Morollo Junior, o advogado Alexandre Portela Barbosa, e o administrador de empresas, Mateus Coutinho Sá Oliveira, diretor financeiro da empreiteira.

Doações

2010. De acordo com a PF, pelo menos sete dos 16 integrantes da CPI mista da Petrobras, receberam doações de empreiteiras investigadas pela Lava Jato na campanha eleitoral de 2010.

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