Com mais de 3 m, 'ondas fatais' de Pipeline impressionam brasileiros

Palco da ultima etapa do Mundial de surfe, local mata um surfista por ano, mas atrai a atenção de turistas

iG Minas Gerais | Folhapress |

Uma onda que pode chegar a até 12 pés (3,65 metros) e faz um barulho como se fosse um monte de rocha caindo de um penhasco. É num cenário como este que acontece a última etapa do Mundial de surfe, na praia de Pipeline, no Havaí.

Para os havaianos, nada muito assustador. Apenas a condição ideal para se divertir. Já para os brasileiros, é algo nem tão comum assim. Até mesmo para quem já tem prática com ondas pelo planeta.

A professora Valéria Silverio, 46, natural de São José dos Campos (interior de São Paulo), por exemplo, mora na Austrália e viajou para o Havaí para passar as férias. Apesar de estar acostumada com as ondas do país situado na Oceania, que recebe três etapas do Mundial, disse estar impressionada com as ondas em Pipeline.

"Cada lugar é diferente, mas aqui as ondas são bem cavadas e quebram quase na areia. É até perigoso", disse.

Segundo a "Enciclopédia do Surfe", livro do ex-surfista e historiador Matt Warshal, há em média uma morte por ano de surfistas na praia havaiana.

As ondas vindas do oceano Pacífico quebram com muita força quando se encontram com o fundo raso cheio de recifes de corais. Fazem até o chão tremer.

"Eu já imaginava que era assim mesmo, mas, ao vivo, é uma outra coisa. É muito forte. Impressiona", disse o arquiteto Renan Mazzaro, 28.

"Às vezes o barulho arrepia, porque, no Brasil, não estamos acostumados com essas ondas. É muito gostoso de admirar e de ouvir", afirmou o engenheiro Rodrigo Goes, 38.

Mas Pipeline não é sempre assim. O melhor período para se surfar no local é entre novembro e março, que compreende o início e o fim do inverno no hemisfério norte.

Em janeiro, por exemplo, a média do tamanho das ondas é de 12 pés (3,65 metros). Já em julho, por exemplo, a média é de 6 pés (1,82 metro).

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