Sinto muito', diz Kátia Abreu sobre desconforto da JBS com indicação

Senadora não quis comentar a intenção da presidente de convidá-la para assumir o ministério da Agricultura; "São apenas especulações", afirmou sorrindo

iG Minas Gerais | Folhapress |

Indústria, balança comercial e taxas de emprego do país têm que melhorar
MOREIRA MARIZ/AGÊNCIA SENADO/17.7.2012
Indústria, balança comercial e taxas de emprego do país têm que melhorar

 A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) disse nesta terça-feira (9) que não conversou com o governo sobre a insatisfação do grupo JBS (que controla o frigorífico Friboi) com sua indicação para o posto de ministra da Agricultura.

Abreu disse ainda que trabalha pelo país e não por "corporações específicas". "Sinto muito se for verdade, mas não acredito que tenha motivos para isso", disse, durante evento na CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) em Brasília.

"A minha intenção em todos os momentos da minha vida é ter espírito público e trabalhar pelo Brasil e não por corporações específicas", afirmou.

Maior doadora da campanha de Dilma Rousseff (PT) na eleição deste ano, a JBS fez chegar à presidente seu desconforto com a escolha da senadora para o posto de titular da Agricultura em substituição à Neri Geller (PMDB-MT), segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

A troca contrariou Joesley Batista, um dos donos da empresa, por conta de desavenças entre ele e a senadora no passado. A JBS é uma das maiores companhias do país. Oficialmente, a JBS nega. "Repudiamos veementemente a tentativa de nos colocar contra a senadora, à qual admiramos e respeitamos pelos excelentes serviços prestados ao agronegócio", afirmou. O grupo doou R$ 69,7 milhões para a campanha de reeleição de Dilma.

Posse

A senadora não quis comentar a intenção da presidente de convidá-la para assumir o ministério da Agricultura. "São apenas especulações", afirmou sorrindo. "Vamos aguardar". Ela disse, contudo, que o próximo ministro terá grandes desafios, como aumentar o número de mercados das exportações brasileiras do agronegócio.

"Não queremos ser uma ilha de prosperidade. Queremos que o continente todo cresça", afirmou. A CNA estima que o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio deve fechar o ano com crescimento de 3,8% frente a 2013, enquanto a economia brasileira deve ter expansão de apenas 0,29%.

Já em 2015, por conta da queda no preço das commodities, o agronegócio brasileiro deve desacelerar, terminando o ano com aumento de 2,5% no PIB.

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