PVC posta 'adeus' à ESPN no Facebook e não explica saída

Comentarista, que se apresentará à Fox Sports em fevereiro, relembrou começo de carreira e disse que decisão foi pessoal

iG Minas Gerais | Da redação |

PVC estava há 15 anos nos canais ESPN e se despediu sem explicações
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PVC estava há 15 anos nos canais ESPN e se despediu sem explicações

O comentarista Paulo Vinicius Coelho já não faz mais parte dos canais ESPN, após 15 anos de vínculo com a emissora. O jornalista cancelou sua participação nos programas nesta terça-feira e, por Facebook, anunciou sua despedida. “Impossível dizer o que será de mim. Possível apenas saber que sigo minha vida de colunista na Folha de S. Paulo aos domingos e segundas-feiras”, escreveu ele, que já tem contrato assinado com a Fox Sports.

Na carta, o comentarista relembra um pouco de como começou sua carreira jornalística e de como começou a trabalhar nos canais ESPN, a convite de José Trajano.

Em outro trecho, chega a citar Renato Russo e Cássia Eller e não fala em motivos que expliquem sua saída, apenas diz que foi uma escolha pessoa. “(...)É hora de ir. A decisão é minha”.

Leia o texto de PVC na íntegra:

José Trajano me telefonou em novembro de 1999 e mudou minha vida. O convite era para comentar a Copa da África de 2000. “Depois a gente vê como a coisa anda, negão!” Na época, eu assinava com o Lédio Carmona uma coluna sobre futebol internacional no LANCE! O Trajano lia e gostava.

Já tinha feito participações em 1999 no Futebol no Mundo e no Bola da Vez. Comecei a fazer transmissões e depois programas. “Prorrogação”, com o Amigão após as rodadas do Brasileirão. O Sportscenter Meio Dia, com a Soninha e o Paulo César Vasconcellos… Linha de Passe com o Milton Leite, depois com o Palomino, com o Paulo Andrade.Putz! Quanta gente legal. Aprendi com o Plihal, o Cledi, o André Kfouri, Palomino, Renata Netto, João Simões, Mauro Cezar, amigo desde a redação de Placar. Aprendi com quem você conhece do vídeo e com quem me conhece na tela. Aprendi que há uma coisa que distingue a ESPN de todos os outros lugares: o fã de esportes. Aprendi tanto e até hoje não sou um cara de TV, mas um jornalista de revista que põe conteúdo em todas as mídias. Se as pessoas ainda acham estranho quando eu digo isto é porque minha cara virou a ESPN. Minha cara, não. Minha casa!

“Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar…” Nem o Renato Russo nem a Cássia Eller são para sempre. Nem eu na ESPN. Cobri três finais de Copas do Mundo, nove decisões de Champions League, é hora de ir. A decisão é minha. Impossível dizer o que será de mim. Possível apenas saber que sigo minha vida de colunista na Folha de S. Paulo aos domingos e segundas-feiras. E que vou sentir uma falta desgraçada de vocês todos. Darei notícias.

 

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