Aécio foi procurado por empreiteira para 'esvaziar' CPI da Petrobras

De acordo com as anotações apreendidas pela PF, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria sido "pressionado pela CNO para não aprofundar", em aparente referência à Construtora Norberto Odebrecht

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Aecio Neves, presidential candidate of the Brazilian Social Democracy Party, PSDB, looks on during a presidential debate in Sao Paulo, Brazil, Sunday, Oct. 19, 2014. Neves will face Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party, PT, in a presidential runoff on Oct. 26. (AP Photo/Andre Penner)
AP
Aecio Neves, presidential candidate of the Brazilian Social Democracy Party, PSDB, looks on during a presidential debate in Sao Paulo, Brazil, Sunday, Oct. 19, 2014. Neves will face Brazil's President Dilma Rousseff, presidential candidate for re-election of the Workers Party, PT, in a presidential runoff on Oct. 26. (AP Photo/Andre Penner)

Durante buscas realizadas pela Polícia Federal em empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. A Operação Lava Jato apreendeu papeis no escritório da UTC Participações em São Paulo, que traçavam a expectativa da empreiteira sobre os rumos da CPI da Petrobras no Congresso Nacional. As informações foram publicadas nesta terça-feira no "Folha de S.Paulo".

De acordo com as anotações, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria sido "pressionado pela CNO para não aprofundar", em aparente referência à Construtora Norberto Odebrecht. A anotação diz também que o senador teria convocado dois colegas, Álvaro Dias (PR)  e Mario Couto (PA), para "fazer circo".

A assessoria do senador negou qualquer conversa com a empreiteira e disse que ele não foi procurado pela Odebrecht. Para eles, Aécio foi "um dos parlamentares que lideraram no Congresso os trabalhos pela instalação da CPI mista".

As anotações ainda afirmavam que a CPI não seria um desafio sério para as empreiteiras e que a "CPI no Senado está esvaziada (apuração). Problema maior será no Judiciário".

Além da UTC, outras empreiteiras alvos da Lava Jato tiveram documentos apreendidos pela PF que davam indícios de como os executivos de preparavam para companhar a comissão.

Na casa de um executivo da construtora OAS, Aldemar Pinheiro, por exemplo, a PF apreendeu um e-mail enviado para um funcionário da OAS que trata de requerimentos apresentados na CPI que mereciam maior atenção das empreiteiras.