Tribunal determina retirada de manifestantes em Hong Kong

Polícia deve retirar os manifestantes na próxima quinta-feira, numa ação com mais de 3.000 homens, de acordo com o jornal South China Morning Post, citando fontes policiais

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

A Suprema Corte de Hong Kong determinou que os principais locais ocupados por manifestantes há mais de dois meses sejam esvaziados, abrindo caminho para um possível confronto entre os ativistas pró-democracia e forças apoiadas por Pequim.

Uma empresa de ônibus local, que recebeu uma liminar contra os bloqueios de ruas em Admiralty, obteve uma ordem de retirada da Suprema Corte, de acordo com notícias divulgados nos jornais locais nesta terça-feira (9).

A polícia deve retirar os manifestantes na quinta-feira (11), numa ação com mais de 3.000 homens, de acordo com o jornal South China Morning Post, citando fontes policiais.

Segundo a imprensa, as autoridades querem aproveitar a oportunidade para esvaziar completamente a região, assim como um acampamento menor em Causeway Bay, área de lojas que são procuradas pelos moradores da China continental.

Um terceiro acampamento, em Mongkok, na parte continental de Hong Kong, foi esvaziado no fim de novembro.

Há mais de dois meses, os manifestantes exigem a instauração do sufrágio universal para a eleição de 2017 do próximo chefe do Executivo do território, que era uma colônia britânica e foi devolvido a China em 1997.

O governo da China aceitou o princípio de sufrágio universal, mas exige que os candidatos sejam selecionados por um comitê ligado ao Partido Comunista, o que, para os manifestantes, garantirá a eleição de um fantoche de Pequim.

O atual governante de Hong Kong, C.Y. Leung, que considera os protestos ilegais, rejeitou os apelos por mais negociações sobre a reforma política e advertiu os manifestantes a não recorrerem para a violência quando a desobstrução do local começar.

O número de manifestantes nas ruas diminuiu consideravelmente para menos de 100, e a maioria das centenas de barracas erguidas no local de acampamento está vazia. No auge, os protestos chegaram a atrair mais de 100.000 pessoas.

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