Gestor é colecionador de ações

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Mário Gomes aprova a punição e diz que o prefeito fez malfeitos
Uarlen Valério
Mário Gomes aprova a punição e diz que o prefeito fez malfeitos

Nas ruas, apesar de quase todos os moradores demonstrarem saber do novo ofício do prefeito Antônio Celso Gonçalves Moreira (PTB), a maioria deles não sabe dizer porque o gestor está prestando o serviço voluntário.

As conversas com a comunidade mostram que a dúvida não é por falta, mas por excesso de informação. Os são-sebastianenses demonstram saber de boa parte dos 13 processos a que o prefeito responde na Justiça comum e na Eleitoral. As suspeitas que recaem sobre o petebista são diversas e vão de queimada ilegal à doação irregular de terreno.

No Tribunal de Justiça do Estado (TJMG) constam seis processos ativos, um deles por improbidade administrativa. Os demais, o órgão não soube informar qual era o teor. No Tribunal Regional Eleitoral de Minas, há mais seis processos. O órgão também não detalhou o conteúdo deles.

Nas ruas, a maior suspeita da população é que a pena alternativa de prestação de serviços gerais na escola é uma punição relativa ao processo que investiga Antônio Celso por queimada irregular. “As pessoas comentam que é sobre a queimada. Mas não sei bem sobre o que é. Ele já fez outros malfeitos, então – que seja pelo que for –, está pagando parte das coisas erradas que faz”, conta o aposentado Mário Gomes,56.

“Se não é pela queimada, pode ser por compra de votos. Aqui todo mundo sabe que as coisas funcionam assim. Na eleição, ele vai no seu curral e deixa dois boizinhos lá e diz: ‘Se eu ganhar, são seus. Se eu perder, volto para buscar’”, conta um outro morador sob a condição de anonimato.

Questionado sobre a suposta compra de votos, Antônio Celso nega. “Não tem nada disso. São meus opositores”, disse. (TT)

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