Tamanho das bancadas define Mesa Diretora da Assembleia

Partidos chegam a consenso, indicam os nomes, e PSDB não deve lançar candidatura à presidência

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Depois de o PMDB fechar acordo interno e decidir pelo nome de Adalclever Lopes para a presidência da Assembleia Legislativa, o desenho da composição da nova Mesa Diretora já começa a ser finalizado. A divisão dos cargos ficará entre os partidos que tiveram um bom resultado nas urnas e conseguiram eleger neste ano ao menos quatro nomes para o Legislativo mineiro, entre eles PT, PMDB, PV, PDT e PSDB.

Como já ficou acertado que as bancadas petista e peemedebista farão um revezamento no comando da Casa – o PMDB ficará os dois primeiros anos e nos dois últimos será um nome do PT –, inicialmente o partido do governador eleito Fernando Pimentel deverá ocupar uma secretaria. O escolhido deverá ser Paulo Guedes, candidato a deputado estadual mais votado em Minas neste ano. A partir de 2017, o petista irá assumir o principal cargo na Mesa, enquanto Adalclever vai ser mantido em outro posto de direção.

Se até recentemente os tucanos ainda não tinham fechado questão sobre lançar ou não um nome para a disputa pela presidência, agora parece que já há um acordo. Mesmo estando a partir de 2015 na oposição ao governo, já que o PSDB perdeu a eleições depois de mais de 12 anos à frente do Executivo mineiro, os tucanos também deverão ser contemplados na direção da Assembleia.

“Será levado em conta o tamanho das bancadas de cada partido”, explica um parlamentar que tem participado das negociações em torno dos cargos. Como o PSDB elegeu nove nomes, eles devem ficar com a vice-presidência. A opção é Lafayette Andrada.

Quem pode ganhar duas cadeiras na Mesa é o PV, com Thiago Ulysses e Hely Tarqüínio. Neste ano foram quatro os deputados eleitos. Já o PDT deve conseguir manter seu espaço no comando do Legislativo e Alencar da Silveira Jr poderá ser mantido como secretário.

FECHADO A definição dos cargos na Mesa e um acordo entre os partidos pode significar muito para o PT, que busca aumentar sua base de apoio na Assembleia. Segundo um deputado, não há mais dúvidas quanto ao substituto de Dinis Pinheiro (PP).

“A presidência da Assembleia é um assunto morto, está 99% resolvido. As reuniões entre os partidos estão ocorrendo semanalmente, mas os nomes já estão colocados pelas legendas que estão mostrando suas intenções”, explica outro deputado. A eleição está marcada para fevereiro.

Segunda via?

Dúvida. Um nome que pode correr por fora na disputa é o do deputado estadual Dilzon Melo (PTB). Até o momento, porém, ele não declarou abertamente sua pré-candidatura à presidência.

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