Em talk-show, Paul relembra como recebeu a notícia da morte de Lennon

"Eu estava em casa, e recebi uma ligação... Era bem cedinho... acho que foi assim para todo mundo"; o ex-Beatle foi assassinado do lado de fora de seu apartamento em Nova York no dia 8 de dezembro de 1980

iG Minas Gerais | Da Redação |

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Andre Penner
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Em uma aparição recente no programa de talk-show "The Jonathan Ross Show", Paul McCartney relembrou o dia em que recebeu a notícia da morte de John Lennon, há 34 anos.

O ex-Beatle foi assassinado do lado de fora de seu apartamento em Nova York no dia 8 de dezembro de 1980. "Eu estava em casa, e recebi uma ligação", disse Paul ao apresentador da TV britânica. "Era bem cedinho... acho que foi assim para todo mundo. Era tão horrível que não dava para acreditar - eu não podia aceitar. Por dias, não dava para acreditar que ele tinha ido embora."

"Então sim, foi um choque gigantesco e eu tive que contar para Linda e para as crianças", continuou o ex-Beatle. "Foi muito difícil. Foi realmente muito difícil para todo mundo. Foi um grande choque, acho que na vida da maioria das pessoas. Um pouco como [a morte] de Kennedy, tinha momentos assim." O músico, que esteve recentemente no Brasil, acrescentou que tinha apenas um pensamento sobre o assassino. "O cretino de todos os cretino. Foi simplesmente assim, 'ele é apenas um cretino'. Não era um cara motivado politicamente. Foi uma coisa completamente aleatória, um cara indo: 'ei! bum!'"

Lennon foi assassinado por um jovem chamado Mark Chapman que, em depoimentos dados a polícia após ser preso, revelou ter sido motivado pelas palavras do escritor J.D. Salinger em "O Apanhador no Campo de Centeio". O protagonista do livro, Holden Caulfield, é um ícone da alienação e rebeldia adolescente.

Chapman cumpre pena de prisão desde então - ele teve diversos pedidos de liberdade condicional negados pela Justiça americana.

A história do crime foi retratada em dois filmes: "The Killing of John Lennon" (2006) e "Capítulo 27" (2007).

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