Ativistas acampam contra construção de campo de golfe para Olimpíadas

Objetivo é tentar impedir que um mega empreendimento seja construído na reserva natural de Marapendi

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Manifestantes estão acampados próximos à tenda de vendas da empresa que construirá o empreendimento na reserva natural
Reprodução/Facebook
Manifestantes estão acampados próximos à tenda de vendas da empresa que construirá o empreendimento na reserva natural

Ativistas contrários à construção de um campo de golfe para os Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro, acampam desde a noite de sexta-feira (5) em uma área ao lado do terreno às margens da avenida das Américas, via expressa da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

O protesto é contra a construção do campo na reserva de Marapendi, área de proteção ambiental que cerca a lagoa de mesmo nome, na Barra. Segundo texto publicado na página Mídia Independente Coletiva, que acompanha movimentos sociais do Rio, dez pessoas passaram a noite na ocupação.

Na página "Golfe para quem?", no Facebook, um texto publicado afirma que já existem dois campos de golfe com capacidade olímpica na cidade. "Não por acaso o prefeito Eduardo Paes concedeu 'também' a permissão pra construção de um condomínio chamado 'Riserva Golfe', que ainda ultrapassa o número de andares permitido na região. São no total 1 milhão de m² numa área extremamente valorizada sendo cedidos por gentileza pelo município em um dos raros remanescentes de restinga do município para construir um campo de golfe desnecessário", afirma.

Nas fotos publicadas na página é possível ver uma barraca de camping e uma tenda de plástico montadas no local e cartazes onde se leem "holocausto ecológico" e 'crime ambiental'. A reportagem ainda não conseguiu contato com integrantes da ocupação.

O campo terá capacidade para um público de 20 mil pessoas, das quais 2.500 espectadores sentados e 17.500 em pé. A ideia é que após os jogos, o equipamento vire um campo aberto ao público.

Sugerido pela Prefeitura do Rio, o polêmico projeto no meio da reserva ambiental foi aprovado pela Câmara de Vereadores da cidade em dezembro de 2012. O projeto recebeu durante a sessão de votação duas emendas, uma isentando o campo de impostos municipais, como IPTU, e outra ampliando a área destinada a projetos imobiliários, incluindo um hotel.

A Lei Complementar (125/2013), conforme os manifestantes, teria suprimindo os estudos de impacto ambiental e as audiências públicas, além de ter doado uma área de 58 mil m² do Parque Marapendi, que vale mais de R$ 300 milhões. 

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