Visibilidade aquém da esperada levou à saída de Marlone da Toca

Insatisfeitos com chances dadas ao meia, investidores pediram pela liberação do jogador ao Cruzeiro

iG Minas Gerais | GABRIELA PEDROSO e GUILHERME GUIMARÃES |

A falta de visibilidade almejada por investidores foi o que levou o fim da relação entre o meia Marlone e o Cruzeiro, anunciada na manhã desta segunda-feira pelo clube celeste. Segundo fontes próximas ao jogador, o grupo responsável por comprar o meia do Vasco e repassar à Raposa não estaria satisfeito com as oportunidades dadas ao atleta e teria solicitado a sua liberação para negociar com outros times.

O jogador estaria, inclusive, na mira de outros clubes do Brasil e um da Europa e deve ter o seu destino definido antes do fim deste ano. Vale lembrar que Marlone chegou a ter seu nome cogitado em uma possível negociação do Cruzeiro com o Grêmio pela manutenção do atacante Marcelo Moreno, mas as conversas não foram para a frente.

Após a vitória da Raposa sobre o Fluminense, por 2 a 1, nesse domingo, no jogo da entrega da taça, o meia falou sobre a possibilidade de deixar o clube, apesar de já saber que seu  contrato estava rescindido. Marlone agradeceu à torcida, imprensa e ao Cruzeiro e reconheceu que 2014 não foi o seu melhor ano.

"A gente deixa por conta da diretoria (permanência). Acho que ficando ou não ficando, foi um ano abençoado para mim, de grandes amizades que fiz em Belo Horizonte. Só tenho a agradecer. Não vou falar isso aqui para 'puxar o saco' e para dizer que sou um atleta que tenho boa imagem, mas acho que a imprensa de Beagá é de um profissionalismo indiscutível. Enfim, Beagá, o Cruzeiro, do porteiro ao presidente, estão de parabéns, e acho que ficando ou não ficando, saindo, vou levar Minas Gerais para sempre no coração", disse o meia na ocasião.

Apesar da temporada não ter saído como planejado, o jogador fez questão de destacar os feitos obtidos junto com o clube celeste.

"O que marca para mim é que foi um sonho realizado, e mais um sonho realizado foi que eu fui campeão Brasileiro e Mineiro e de ter chegado em uma final de Copa do Brasil, quase ter conseguido uma Tríplice Coroa, que é uma marca do Cruzeiro mundialmente. De repente, quando digo que foi um ano bom pra mim em títulos, não foi aquele ano que joguei como no Vasco, respeitei o momento dos jogadores que estavam em alto nível. Às vezes é assim, futebol é momento. Foi um ano de amadurecimento e crescimento. Estou muito feliz", concluiu.

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