Especialistas não acham outra solução para o novo ministro

A arrecadação de tributos e outras contribuições federais teve em outubro outro resultado fraco, com queda de 1,3% em relação a outubro de 2013, descontada a inflação do período

iG Minas Gerais |

Brasília. Sem elevar impostos, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, dificilmente atingirá sua meta de fechar as contas públicas de 2015 com um superávit primário (economia para pagamento dos juros) equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que acreditam especialistas. “Atingir 1,2% do PIB exigirá um esforço misto nas receitas e despesas, não trivial”, disse o economista Gabriel Leal de Barros, do Ibre-FGV.  

É também a avaliação do economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero. “Vai ter de ser por aí”, comentou. “Sem crescimento real e com inflação já muito alta, mais primário zerado e despesas engessadas no curto e médio prazos, não sobram alternativas”, disse.

A projeção de Barros para o resultado primário em 2015 é de 0,8% do PIB, abaixo do prometido por Levy. Ele acredita que o ministro forçou a meta para 1,2% do PIB com o objetivo de acelerar a retomada da confiança e reforçar os argumentos para evitar uma redução da avaliação de crédito do país.

A arrecadação de tributos e outras contribuições federais teve em outubro outro resultado fraco, com queda de 1,3% em relação a outubro de 2013, descontada a inflação do período. Segundo dados Receita Federal, o governo federal arrecadou R$ 106,2 bilhões no mês. No ano, o governo arrecadou R$ 968,7 bilhões, 0,45% a mais do que no mesmo período de 2013.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave