Apresentador foi colunista e ator de cinema

Robert Osborne trabalhou anos no “The Hollywood Reporter”, mas não revelava segredos dos amigos

iG Minas Gerais | Dan Barry |

Cara. Robert Osborne trabalha no TCM desde a estreia do canal, há exatos 20 anos
DAMON WINTER
Cara. Robert Osborne trabalha no TCM desde a estreia do canal, há exatos 20 anos

Nova York, EUA. A apreciação e conhecimento da carreira das estrelas transformaram Robert Osborne no queridinho das atrizes.

“Alguém como Dorothy Lamour. Ela me adorava. Eu sabia que ela havia vendido mais bônus de guerra durante a Segunda Guerra Mundial do que qualquer um em Hollywood”.

Bette Davis (!), Lana Turner (!), Ingrid Bergman (!) – todas se tornaram boas amigas. Segundo ele, nunca esqueceu a agonia no rosto de Hedy quando um empavonado Frank Sinatra não a reconheceu, ou ouvir que a animada Lana Turner havia parado de sair de casa depois que a hostess de um restaurante a esnobou para acomodar uma comitiva de Loni Anderson.

Osborne trabalhou muitos anos como colunista do “The Hollywood Reporter’, mas não se deu muito bem; ele sabia, por exemplo, que Rock Hudson tinha Aids, mas não revelou a história, pois o ator “não queria que ninguém soubesse”.

Participou de outros shows na televisão, mas acabou recebendo um convite para apresentar um programa no horário nobre de um novo canal a cabo, apresentando a extensa filmoteca da Turner Broadcasting. Assim, em 1994, começou: “Olá, sou Robert Osborne’.

Desde então, o TCM explora A de Astaire, Z de Zanuck, e tudo o que existe no meio: estrelas mirins, filmes de gângster, faroeste spaghetti, afro-americanos em Hollywood, a nova onda britânica, Akira Kurosawa e o trabalho seminal dos Bowery Boys. O cinéfilo Ben Mankiewicz, parte da realeza de Hollywood, é presença regular, além de inúmeros convidados.

Robert Osborne sabe de sua sorte. Ele é bem pago e amado por fazer o que faria de qualquer jeito: assistir, pesquisar e falar sobre filmes. O traço melancólico em sua voz vem da tristeza de saber que o TCM não chegou antes, para que tantos atores soubessem como seu trabalho resistiu ao tempo.

“Quando conheci Barbara Stanwyck, sua carreira havia acabado e ela sabia disso. Meu Deus, como gostaria que ela estivesse por aqui”, disse da grande atriz, que morreu em 1990.

Gravação. De volta ao cenário da sala de estar, a gravação continua. Dois guarda-chuvas descansam em um canto. Uma mala cinza está no chão. Há uma fotografia aérea em preto e branco de Colfax pendurada na parede.

Osborne diz ao produtor Gary Freedman que precisava refilmar o segmento sobre “Vidas Separadas”, filme de 1958 que deu o Oscar a dois de seus astros, David Niven e Wendy Hiller. Esses detalhes são muito naturais para Osborne. Ele está intimamente envolvido na pesquisa, produção e edição de cada roteiro.

“Olá, sou Robert Osborne”.

Alguns livros “Academy Awards Illustrated” (1965) “Hollywood Legends: The Life and Films of Humphrey Bogart and Greta Garbo” (1967) “50 Golden Years of Oscar: The Official History of the Academy Awards” (1978) “80 Years of the Oscar: The Official History of the Academy Awards” (2008)

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