Galo se despede de 2014 com empate sem gols contra o Botafogo

Time de Levir Culpi mostrou entrosamento, mas pecou muito nas finalizações; jogo não valia mais nada tanto para o Galo, classificado para a Libertadores com título da Copa do Brasil, quanto para o Botafogo, rebaixado na penúltima rodada

iG Minas Gerais | da redação |

DF - BOTAFOGO X ATLÉTICO MINEIRO - ESPORTES - Josue (D), jogador do Atletico Mineiro , em disputa de bola contra Régis, jogador do Atlético Mineiro, durante partida entre as referidas equipes, realizada no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, às 17h, válida pela 38ª rodada do Brasileirão 2014 Série A. 07/12/2014 - Foto: GUILHERME MACEDO/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
DF - BOTAFOGO X ATLÉTICO MINEIRO - ESPORTES - Josue (D), jogador do Atletico Mineiro , em disputa de bola contra Régis, jogador do Atlético Mineiro, durante partida entre as referidas equipes, realizada no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, às 17h, válida pela 38ª rodada do Brasileirão 2014 Série A. 07/12/2014 - Foto: GUILHERME MACEDO/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

Em partida com ar de amistoso de início de temporada, um Atlético formado por garotos da base e reservas se despediu de 2014 de 2014 com um empate sem gols contra um melancólico Botafogo, neste domingo (7). No Mané Garrincha, os torcedores assistiram a uma partida de baixo nível técnico, com as duas equipes errando muitos passes e sem conseguir furar os bloqueios impostos por ambas as defesas. Nada que surpreendesse os pouco mais de 3 mil torcedores em Brasília, já que o confronto, válido pela 38ª e última rodada do Brasileirão, pouco representava para o Galo, que se classificou para a Libertadores com o título da Copa do Brasil, ou para o Botafogo, rebaixado na penúltima rodada.

O Atlético começou bem, procurando envolver o Botafogo com passes rápidos e jogadas pelas laterais. De volta à equipe desde desde agosto, quando se contundiu, o capitão Réver liderava a zaga, ao lado do jovem Tiago. No meio, os experientes Pierre e Josué trocavam passes com o garoto Eduardo. Porém, mesmo mostrando entrosamento, o jovem trio de ataque formado por Marion, Carlos e Dodô pecou muito nas finalizações e não conseguiu balançar as redes de Hélton Leite, filho do ex-goleiro atleticano João Leite e arqueiro do time carioca.

Já o Botafogo tentava se segurar na defesa. Mesmo jogando de forma descoordenada, o time de Vágner Mancini conseguia interceptar as finalizações e tentativas de assistência do ataque atleticano. Ao final da primeira etapa, o domínio atleticano ficou claro, com oito finalizações contra três do Botafogo, e 60% de posse de bola do Galo.

No segundo tempo, o Botafogo voltou mais agressivo, com o atacante Maikon no lugar de Bruno Correa. Aos 3 minutos, foi ele quem completou a primeira chance real de gol do Bota, finalizando por cima do gol de Uilsson. Os cariocas penetravam com mais perigo pelas laterais, mas deixavam espaços abertos na defesa. E não demorou muito tempo para o mistão de Levir Culpi aproveitar. Aos 8 minutos, Mario recebeu sozinho e chutou na rede, mas pelo lado de fora. Aos 8, Dodô finalizou rasteiro e com muito perigo à direita de Hélton Leite. Aos 9, Pierre, que tentava o primeiro gol com a camisa alvinegra, obrigou o filho de João Leite, num chute de longe, a executar uma grande defesa.

O Atlético fazia pressão, mas continuava sem acertas nas finalizações. Aos 15, o capitão Réver saiu e deu lugar a Jemerson. Aos 28, a revelação atleticana puxou a camisa de Maikon na entrada da área. Os jogadores do Botafogo pediram o vermelho, pois o atacante do time carioca ficaria cara a cara com Uilson. Mas o árbitro mostrou apenas o amarelo para Jemerson. Um chute bisonho na barreira, em uma falta que seria perigosa, deu o tom do futebol que era jogado no Mané Garrincha.

Daí até o apito final, pouco aconteceu. Com o 0 a 0, o Atlético terminou o Brasileirão na quinta colocação, com 62 pontos. Rebaixado, o Botafogo se despediu da Série A com 34 pontos e em penúltimo lugar.

 

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