Montadoras do país cortam reajustes

Com produção em queda, indústria automobilística está endurecendo negociações

iG Minas Gerais |

Indústria automobilística está oferecendo abono aos funcionários
márcio fernandes/FOLHA IMAGEM – 12.7.2012
Indústria automobilística está oferecendo abono aos funcionários

SÃO PAULO. Montadoras estão trocando aumentos salariais por abonos, benefícios que não são incorporados aos salários. Com produção em queda e altos estoques, a indústria automobilística está endurecendo as negociações com trabalhadores.

Nesta segunda, funcionários da MAN Latin América, fabricante de caminhões, votam proposta de redução de jornada e salários, medida que não é adotada no setor há vários anos. Além disso, a MAN propõe a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e reajuste zero para os salários em 2015. Em troca, oferece um abono de R$ 2.000. A companhia emprega cerca de 2,9 mil pessoas no complexo de Resende (RJ).

Em São Bernardo do Campo (SP), onde atua o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, considerado um dos mais combatentes do país, já foi fechado acordo na Mercedes-Benz, também fabricante de caminhões, que prevê quatro anos seguidos sem aumento real. Neste ano, nem mesmo a correção da inflação será incorporada aos salários. A compensação virá em uma negociação diferenciada para pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

De 2015 a 2017, os pouco mais de 11 mil funcionários da Mercedes continuarão sem aumento real nos salários, mas o Índice Nacional de Preços ao Consumi dor (INPC) – índice oficial da inflação – volta a ser incorporado aos contracheques dos funcionários.

Volkswagen

Recusa. Trabalhadores da Volkswagen de São Bernardo rejeitaram proposta que previa dois anos sem aumento real e sem INPC, substituídos por abonos de R$ 8.500 e R$ 6.300.

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