Villa Café aumenta presença com exportações e franquias

Indústria mineira de café gourmet fabrica cápsulas e concorre com gigantes do setor no mundo

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Determinação. O administrador de empresas, Rafael Duarte, divulga a marca Villa Café em diversos eventos empresariais pela cidade
DENILTON DIAS / O TEMPO
Determinação. O administrador de empresas, Rafael Duarte, divulga a marca Villa Café em diversos eventos empresariais pela cidade

Empresa familiar mineira, o Villa Café, indústria de café gourmet, está em pontos de venda do Brasil, Estados Unidos e China, neste último, a marca está até em rede de hotel. Além das franquias – que são quatro e devem ser abertas mais 30 em 2015 – as exportações já representam 25% do faturamento do Villa Café, que também tem uma indústria de cápsulas, de acordo com o diretor executivo, Rafael Duarte, 30. “Faltava uma marca brasileira brigando lá fora”, diz.

Com o grão do tipo Arábica, a empresa fabrica café moído, em grãos e cápsulas do produto que são exportadas num volume total de dez toneladas de café torrado por dia. “Nós somos produtores há mais de cem anos, mas o Villa Café, como indústria, foi fundado há sete anos por mim e pela minha família”, conta Duarte. As fazendas ficam em Carmo da Cachoeira, no Sul de Minas Gerais. Quanto ao diferencial do produto, Duarte acredita que ele está na qualidade e na procedência. “O café tem origem única, e conseguimos manter um padrão de qualidade ao longo dos anos, então, o consumidor sabe que se comprar o café, vai tomar o mesmo que tomou há anos”, explica. Outra ação do Villa Café é investir nos pontos de venda, distribuidores, num trabalho muito forte com os parceiros comerciais fora do Brasil. De 2013 até 2015, terão sido US$ 7 milhões. Se o mercado está bom, Duarte diz que no Brasil ele poderia estar melhor. Por isso, o Villa Café está atingindo as metas por meio do mercado externo. “Já são três anos que estamos focando o mercado externo. Em Minas Gerais, desde 2010, eu vejo o comércio mineiro com muita dificuldade”, conta. Franquia. Para abrir uma franquia de representação Villa Café, o investidor terá que aplicar em torno de R$ 30 mil. “Mas não é uma cafeteria, a pessoa passa a ser uma embaixadora do Villa Café na cidade dela. Então, ela vai vender o Villa Café ensinando o pessoal a comercializar café, fornecendo para restaurantes e empresas”. Nesse formato, a franquia de estrutura mais enxuta e fácil de multiplicar tem dado certo. No que se refere às unidades do Villa Café, elas funcionam no estilo lojas-conceito sendo uma no Minas I e outra na Savassi, em Belo Horizonte. Com nove tipos de cápsulas de café – e mais dez sabores até o fim de 2015 – o grande desafio de Duarte é concorrer num mercado de grandes marcas. “Então, é inovação e parcerias”, resume o executivo para competir com gigantes internacionais de café.

Cápsulas

Preço. A loja virtual do Villa Café vende máquinas a partir de R$ 590 e cápsulas a R$ 1,40. “O fato de produzir a cápsula faz com que ela seja até 20% mais barata que a do concorrente”, explica Rafael Duarte.

Versatilidade Ideia. A iniciativa de abrir o negócio foi do pai de Rafael, o produtor de café de Carmo da Cachoeira, no Sul de Minas, Paulo Duarte. Investimento: Para começar, foram cerca de R$ 200 mil nas primeiras máquinas e enxoval. Produção: no início eram cerca de 500 kg de café por mês. Hoje, são dez toneladas de café moído por dia. 

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