Diferenças entre gerações

iG Minas Gerais | Daniel Barbosa |

Show. Expoente de uma geração anterior, Sérgio Santos fará o show de encerramento da 4ª Mostra Cantautores
Myriam Vilas Boas / Divulgação
Show. Expoente de uma geração anterior, Sérgio Santos fará o show de encerramento da 4ª Mostra Cantautores

Expoente em Minas de uma geração que precedeu a que esta matéria focaliza, Sérgio Santos chegou ao fim dos anos 90 já festejado pela crítica nacional. Entre 1995, quando debutou em disco, até o ano passado, lançou sete títulos solo, todos pelo selo carioca Biscoito Fino. Convidado para encerrar a 4ª Mostra Cantautores, com show no próximo domingo, ele considera que o atual cenário se distingue daquele em que se formou fundamentalmente pelo modo como opera.  

“Os canais que eu tinha para construir uma carreira eram muito diferentes. Hoje tem-se a tecnologia, a facilidade de realização, coisa que na minha época era bastante difícil, quando não impossível. Naquela época a gente tinha que contar com as gravadoras”, diz.

“Tem um lado positivo e um negativo nessa diferença. O positivo é que a possibilidade de realização é imensamente superior, você consegue pensar e executar um projeto e colocar à disposição do público com muito mais facilidade. Por outro lado, a gente vê muita coisa que na minha época não teria maturidade para acontecer se disseminar hoje”, completa.

Santos ressalva, contudo, que há músicos muito talentosos na atual geração – ele cita Rafael Martini, Alexandre Andrés e Pablo Castro – e observa que todos eles estão lidando basicamente com os mesmos cânones, fundados por nomes como Tom Jobim, Edu Lobo ou Dori Caymmi. “Uma vantagem desse turma é que, tendo esse lastro e as facilidades de produção que se tem hoje, os músicos podem experimentar mais, olhar adiante e encontrar sua própria identidade”, aponta. 

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